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Doria recua de mudanças no ICMS, mas agricultores fazem ‘tratoraço’

Chris Morais e Tirso Meirelles, durante tratoraço em Barretos. Foto: Divulgação
Chris Morais e  o vice-presidente da FAESP, Tirso Meirelles, durante tratoraço em Barretos. Foto: Divulgação

Agropecuaristas de diversas cidades do Interior de São Paulo realizaram, na manhã desta quinta-feira (7), “tratoraço” contra  o aumento na cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), apesar de na noite desta quarta-feira (6) o governador João Doria ter suspendido o corte de benefícios fiscais do tributo para alimentos e medicamentos genéricos.

Ainda nesta quarta-feira, após a decisão do governo Doria, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) emitiu nota afirmando que  “apesar do anúncio do fim do aumento no ICMS de insumos agrícolas,  o tratoraço estaria mantido porque o governo do Estado atendeu parte das propostas do agronegócio, mas outros pleitos importantes ficaram de fora, energia elétrica, leite pasteurizado e hortifrutigranjeiros, esses dois últimos fundamentais nas cestas básicas”.

Em nota, Doria afirmou que “sempre afirmamos que nosso Governo está comprometido em atender aos interesses da população de menor renda e, agora, mais vulnerável aos efeitos da pandemia, do desemprego e, a partir de janeiro, sem a renda emergencial que vigorou até dezembro último. A redução de benefícios do ICMS poderia causar aumento no preço de diversos alimentos e medicamentos genéricos, principalmente para a população de baixa renda”.

Pelo reajuste nas alíquotas do imposto, o governo paulista passaria a cobrar este mês 4,14% de ICMS sobre os insumos agrícolas, como fertilizantes, adubos, sementes e defensivos agrícolas.

Uma das organizadoras do tratoraço, a produtora rural e pecuarista de Barretos Chris Morais afirmou que o movimento foi um divisor de águas. “Entrou para a história, lindo de viver nas ruas essa mega união em bloco dos produtores rurais. A união em bloco, feita de coração, da maneira certa, correta, ordeira, com respeito, entre todos e para todos. Apartidária. Bonito e nobre de ver o voluntariado de cada um, aderindo ao movimento, e o apoio da população, no tratoraço. Por que o agronegócio, produz a comida que chega na casa de cada um de vocês. Continuamos unidos”, afirmou Chris Morais, que destacou a presença do vice-presidente da FAESP, Tirso Meirelles, no movimento em Barretos.

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