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Doria mantém vacinação para dia 25 e critica governo federal: ‘exclusividade é pela vida’

O governador João Doria (PSDB), afirmou nesta segunda-feira (11) que mantém o plano estadual de vacinação contra a covid-19, previsto para começar no próximo dia 25, porque, entre outros motivos, o governo federal ainda não divulgou data para início da vacinação no país.

Segundo o governador, a falta de uma data para início da imunização se dá porque o governo federal “insiste em amparar uma decisão científica, técnica e de proteção à vida em decisão de ordem política, para favorecer um interesse eleitoral ou ideológico”.

Está prevista para hoje (12) reunião entre os go­vernadores e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a fim de cobrar do governo uma data para início do plano nacional de imunização, de preferência, entre 22 e 27 deste mês, segundo afirmou o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que coordena a articulação do Fórum Nacional dos Governadores na covid-19.

Doria disse fazer um apelo à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ao Ministério da Saúde e governo federal para que agilizem a análise do pedido de uso emergencial da Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, e outros imunizantes para conter a perda de vidas no país pelo vírus. “Postergar, adiar e burocratizar para servir a qual interesse?”, completou Doria.

PLANO ESTADUAL

Segundo informou o secretário estadual executivo de Saúde em São Paulo, Eduardo Ribeiro, o Estado tem capacidade de distribuir 2 milhões de doses da vacina por semana. De acordo com Ribeiro, os 200 municípios mais populosos do Estado deverão receber remessas da vacina, enquanto que os outros 445 poderão fazer a retirada das doses em centros de distribuição.

Doria afirmou, ainda, que o Estado vai respeitar o Plano Nacional de Imunização (PNI) caso este atenda o Estado de acordo com critérios técnicos e científicos. “A exclusividade é pela vida. São Paulo não assina exclusividade pela morte”, afirmou Doria durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira.

As declarações foram dadas em resposta ao ministro Eduardo Pazuello, que disse ter assinado contrato de fornecimento exclusivo das do­ses da Coronavac produzidas pelo Instituto Butantan para o Sistema Único de Saúde. (

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