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Doria anuncia mil leitos de UTI para coronavírus e diz que não há motivo para pânico

Doria anuncia mil leitos de UTI para coronavírus e diz que não há motivo para pânico
Doria: “Neste momento, no dia 12 de março, não há nenhuma razão para pânico ou medidas extremadas no Estado de São Paulo”. Foto: Divulgação/GESP

O governador João Doria (PSDB) anunciou nesta quinta-feira (12) a reserva de mil novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o atendimento no Estado a casos do Covid-19, como é chamada a doença causada pelo novo coronavírus. Doria, porém, disse que não há razão para pânico e reforçou a importância da campanha de comunicação e prevenção para evitar o alastramento da doença.

“Neste momento, no dia 12 de março, não há nenhuma razão para pânico ou medidas extremadas no Estado de São Paulo em razão do coronavírus”, disse Doria, durante entrevista coletiva concedida ao lado do prefeito da Capital, Bruno Covas; do secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann Ferreira; e do coordenador do Centro de Contigência do coronavírus em São Paulo, David Uip.

Há 46 casos confirmados da doença no Estado de São Paulo, dos quais 44 na Capital, um em Ferraz de Vasconcelos e outro em Santana de Parnaíba, ambas cidades da região metropolitana de São Paulo.

David Uip disse que o Estado de São Paulo fará a gerência de leitos, que serão disponibilizados na medida das necessidades, e poderá contar com a rede privada. Uip recomendou que pacientes idosos e com doenças crônicas evitem aglomerações.

Doria negou a necessidade imediata de medidas mais drásticas, como a suspensão de atividades em repartições públicas e escolas. O governador informou ainda que todos os eventos culturais, esportivos e religiosos que reúnem grande público estão mantidos tanto na Capital como nas demais regiões do Estado.

“Não vamos antecipar processos (isolar a população), porque os efeitos são extremamente nocivos para a vida das pessoas e para a economia (…) Temos que tratar isso com bom senso, equilíbrio e avaliações diárias”, disse Doria. “Não é razoável paralisar, de maneira precipitada, um estado com quase 46 milhões de habitantes”, completou.

O governador disse que trabalha com a estimativa de que cerca de 20% das pessoas infectadas pelo Covid-19 no Estado recorram ao sistema público de saúde por apresentar sintomas, sendo que pequena parcela desses infectados necessitará de tratamento intensivo.

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