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Donisete Braga ingressa no PDT, mas evita se colocar como pré-candidato ao Paço de Mauá

Donisete Braga ingressa no PDT, mas evita se colocar como pré-candidato ao Paço
Donisete Braga: “Qualquer debate sobre picuinha agora se torna insignificante”. Foto: Anderson Amaral especial para o DR

Com críticas à gestão do pre­­feito Atila Jacomussi (PSB), o ex-chefe do Executivo de Mauá Donisete Braga anunciou, na tarde da última terça-feira (4), ingresso no PDT, mas evitou se colocar como pré-candidato ao Paço nas eleições de outubro.

“Nossa candidatura a prefeito ou a vice não está colocada a qualquer custo. Vamos ava­liar o cenário. A gente vai estar junto com quem estiver mais bem preparado”, afirmou Braga, acompanhado no evento do pre­sidente municipal pedetista, Claudio Donizeti Lourenço.

“Es­tou chegando hoje e não posso reivindicar a candidatura a prefeito, mas quero me in­serir neste debate”, prosseguiu Braga, que foi convidado a ingressar no PDT pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, e pelo ex-presidenciável Ciro Gomes.

Braga e Lourenço citaram como possíveis representan­tes do PDT na disputa pelo Exe­cutivo a advogada e psi­cóloga Risele Borges Gomes, recém-filiada ao PDT, e o empresário Cléber Broch, que foi candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Bra­ga em 2016, mas atualmente está no PTB.

OROSCO

Antigo desafeto de Braga, o coordenador regional do PDT, Junior Orosco, não compareceu ao evento. Orosco defende a escolha de Risele como candidata pedetista ao Paço mauaense.

Em 2012, panfleto apócrifo distribuído durante o segundo turno das eleições municipais relacionava o então candidato petista Donisete Braga ao assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel, em 2002. Adversária de Braga naquela disputa, Vanessa Damo – en­tão mulher de Junior Orosco – foi consi­derada responsável pela pro­dução e distribuição dos panfletos. Em 2016, ela teve o mandato de deputada esta­dual cassado e foi condenada à perda dos direitos políticos.

Braga, porém, preferiu mi­ni­mizar a polêmica. “Tivemos muitas brigas políticas na cidade e todos perderam. Cito, por exemplo, o caso da Vanes­sa, que iniciou uma briga co­migo e perdeu o mandato de deputada por causa disso. A gente tem de olhar para frente. Qualquer debate sobre picui­nha torna-se insignificante diante da tragédia política que vivenciamos hoje na cidade”, afirmou Braga, que revelou ainda não ter conversado com Orosco antes ou depois de aceitar o convite.

Braga trocou o PT – partido pelo qual se elegou prefeito e deputado estadual em quatro oportunidades – pelo PROS em abril de 2018. Pela sigla, disputou sem sucesso a Assembleia Legislativa em outubro do mesmo ano.

O ex-prefeito voltou a fa­zer críticas à gestão de Atila Jacomussi. “Infelizmente, a política de Mauá é motivo de vergonha. Não sei se o Atila vai para o segundo turno. Se for, tenho certeza de que terá ampla frente contra sua candidatura. Um segundo mandato dele seria uma tragédia.”

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