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Donisete Braga e Atila partem para o ataque em debate

Donisete Braga e Atila Jacomussi participaram de último debate antes da eleição, no domingo. Foto: Reprodução G1

Os candidatos ao Executivo de Mauá, o prefeito Donisete Braga (PT) e o deputado estadual licenciado Atila Jacomussi (PSB), participaram na tarde de ontem (27) de debate promovido pelo site G1. Os dois postulantes partiram para o ataque e, com isso, as propostas de governo ficaram em segundo plano. Até mesmo no último bloco, quando os dois deveriam apenas responder perguntas dos internautas, trocaram acusações.

No primeiro bloco, os candidatos responderam perguntas um do outro sobre temas previamente escolhidos pela produção do debate. Donisete começou questionando Atila sobre suas propostas para a gestão de resíduos na cidade, mas destacou durante sua pergunta que o município conta com cinco ecopontos, em parceria com a Coopercata, cooperativa de catadores de materiais recicláveis.

O socialista respondeu que pretende investir nas cooperativas da cidade, ampliando sua atuação, e destacou que é preciso recuperar o aterro sanitário, além de construir uma usina de triagem, além de recuperar os ecopontos – que, segundo o candidato, “estão abandonados e em locais inadequados”.

“Mauá recebe hoje todo o lixo do ABC. Não podemos mais aceitar isso”, afirmou Atila. Na réplica, o petista destacou que a questão do aterro se iniciou na gestão do prefeito Leonel Damo, “o marido da candidata a vice-prefeita de candidato”, frisou.

Atila rebateu e afirmou que o PT poderia ter resolvido a questão do aterro. “Temos indícios de que o senhor é sócio de um dos sócios do aterro”, acusou. “Durante seu governo, a cidade ficou vários dias sem varrição e o senhor também quis implementar a taxa do lixo, colocando a mão diretamente no bolso do trabalhador”, completou.

Transporte

Quando o tema sorteado foi transporte, Atila afirmou que as linhas municipais estão sempre atrasadas e os terminais, sucateados. “Temos o pior transporte público do ABC. A tarifa de R$ 4,50 para o vale-transporte está causando o desemprego”, declarou. Donisete afirmou que Atila fez parte do início de seu governo e aprovou a licitação feita no setor. “O candidato Atila tem relação de amizade com o empresário que sucateou o transporte na cidade”, afirmou. O petista disse que a construção de novos terminais já está licitada e Atila reforçou a proposta de reduzir a passagem para R$ 1 aos domingos e feriados.

Nos blocos em que os temas das perguntas eram livres, as acusações se intensificaram. Donisete acusou Atila de esconder sua candidata a vice-prefeita, Alaíde Damo. “Quando os Damo governaram a cidade, as pessoas tinham vergonha de dizer que moravam em Mauá. Chegavam na Capital com o sapato sujo de barro”, afirmou o petista. Atila rebateu e disse que Donisete fazia comentários machistas e preconceituosos. “Nossa chapa é mista porque valorizo a mulher, a dona de casa, e dona Alaíde é uma dona de casa e uma boa gestora”, afirmou.

Atila questionou Donisete sobre a apreensão de documentos e computadores feitos na administração municipal pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). “O que foi investigado? O senhor podia nos contar?”

O prefeito voltou à falar do período em que os Damo governaram a cidade, mas terminou afirmou que “todo homem público deve ser fiscalizado”. “Será que o candidato poderá ser?”, questionou.

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