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Dolly promete iniciar, na próxima semana, pagamento das verbas rescisórias de demitidos

Dolly promete iniciar, na próxima semana, pagamento das verbas rescisórias de demitidosDolly promete iniciar, na próxima semana, pagamento das verbas rescisórias de demitidos
Dolly possui fábrica e centro de distribuição no ABC. Foto: Arquivo

A Dolly informou ontem (29), ao Diário Regional, que ainda não teve as contas correntes liberadas, apesar de o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) ter anunciado, na última quarta-feira, a permissão para movimentar o caixa, como parte do pedido de recuperação judicial feito pela empresa.

Segundo nota encami­nha­da à reportagem, a expectativa da empresa é de que a situação seja normalizada na próxima terça-feira, quando a companhia espera começar a chamar os cerca de 370 traba­lhadores demitidos no ABC para o pagamento das verbas rescisórias e dos salários em atraso desde 18 de maio.

A Dolly possui fábrica em Diadema e centro de distribuição em São Bernardo.

Estão na mesma situação os cerca de 700 funcionários demitidos da fábrica de Tatuí, no Interior do Estado, que foi fechada no último dia 18.

Um ex-funcionário da fá­brica de refrigerantes ouvido pela reportagem sob condição de anonimato informou que, por enquanto, a empresa só liberou o acesso às contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A expectativa inicial era de que os pagamentos começassem no dia 27.

“Podere­mos entrar com o pedido de seguro-desemprego, mas não sabemos se conseguiremos receber a multa (de 40% do FGTS) e os salários atrasados”, disse, sem esconder a apreensão.

As contas foram bloqueadas no início de maio, depois que o presidente da empresa, Laerte Codonho, foi preso sob a acusação de fraude fiscal e de ter sonegado R$ 4 bi­lhões em impostos. Codonho foi solto dez dias depois.

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