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Dólar vai a R$ 4,15 com crise em países emergentes e eleições

Dólar vai a R$ 4,15 com crise em países emergentes e eleições
Dólar avançou sobre 12 das 24 divisas emergentes. Foto: Arquivo

A crise cambial na Argentina e dados negativos da economia turca fizeram o dólar se reaproximar da máxima ante o real ontem (3), em um dia de menor volume de negócios por causa do feriado nos EUA.

A corrida eleitoral segue no radar de investidores, que aguardam a divulgação das primeiras pesquisas após o início do horário gratuito. Hoje, após o fechamento do mercado, serão divulgados dados do Ibope.

O real encerrou o dia cotado R$ 4,152, e o Ibovespa recuou 0,63%, a 76.192 pontos.

De 24 divisas emergentes, o dólar avançou sobre 12, sendo o real a segunda que mais se desvalorizou, atrás apenas do peso argentino.

Durante a manhã, o go­verno do presidente Mauricio Macri anunciou a criação de tarifas sobre exportações e a redução de ministérios, medidas para conter o déficit fiscal do país em um momento em que negocia acordo de financiamento com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na Turquia, a recente alta do dólar fez a inflação se aproximar dos 18% – a meta é de 5%.

Porém, a oscilação brusca do real no dia também pode ser explicada pela forte queda da sexta-feira, quando a moeda fechou abaixo de R$ 4,10.

O Brasil tem sofrido com a crise de seus pares apesar de não partilhar dos mesmos problemas: tem reserva em dólares e baixo déficit externo.

Para a economista do San­tander Tatiana Pinheiro, a explicação é simples: “O Brasil sofre com os emergentes porque é um país emergente”.

Localmente, investidores questionam o déficit fiscal e demandam reformas, para reequilibrar as contas públicas. Porém, a atuação do governo emite sinais contrários, diz Pinheiro. Na semana passada, o governo confirmou reajuste ao funcionalismo público. Sob críticas, recuou.

 

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