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Dólar testa R$ 3,50 e fecha no maior nível em quase dois anos

O dólar teve ontem (25) o quinto dia seguido de alta em relação ao real e testou o patamar de R$ 3,50, ainda impactado por projeções de investidores sobre altas adicionais dos juros nos Estados Unidos e pela cautela com o cenário eleitoral no Brasil. A Bolsa brasileira caiu pelo segundo dia.

O Ibovespa teve queda de 0,50%, para 85.044 pontos. O volume financeiro foi de R$ 11,2 bilhões. O dólar comercial subiu 0,46%, para R$ 3,486, maior nível desde 13 de junho de 2016, quando fechou a R$ 3,487. O dólar à vista, que fecha mais cedo, avançou 1,03%, para R$ 3,508.

O dólar começou o dia pressionado e, na máxima, atingiu R$ 3,517. A alta refletiu novo aumento dos rendimentos dos títulos públicos americanos de dez anos, que superaram 3,03% ao ano.

Essa elevação reflete maior demanda dos investidores pelo papel, com a expectativa de que o aumento dos preços das commodities gere pressão inflacionária nos Estados Unidos, o que levaria o banco central americano a altas adicionais de juros no país.

Nessa equação entra a questão política, com a falta de clareza sobre a política econômica dos pré-candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto. Ontem também pesou a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) retirar do juiz Sergio Moro as ações envolvendo o ex-presidente Lula.

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