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Dólar tem novo dia de queda com intervenção do Banco Central

Dólar tem novo dia de queda com intervenção do Banco Central
Dólar teve nesta sexta-feira a segunda queda consecutiva. Foto: Arquivo

Em novo dia de intervenção do Banco Central, o real foi a moeda com melhor desempe­nho no mercado internacional. O dólar engatou a segunda queda consecutiva e acumulou recuo de 0,47% nos últimos cinco dias. A injeção no mercado de US$ 2 bilhões pelo BC na quinta-feira (13) e, nesta sexta-feira, fez a moeda americana quebrar sequência de seis semanas seguidas acumulando altas e valorizar 6,6%. Na sessão de ontem, o recuo foi de 0,77%, para R$ 4,3004.

O dólar ficou de lado no exterior, após a divulgação de indicadores mistos, com a decepção na produção industrial de janeiro e as vendas no varejo em 2019 dentro do esperado. Assim como na quinta-feira, o real teve o melhor desempenho em uma cesta de 34 moedas. Perto do fechamento, o dólar chegou a cair para R$ 4,2940.

“Daqui para frente deve­mos ter normalização, com o câmbio convergindo para patamar neutro, que é R$ 4,10”, afirmou a economista-chefe do Santander, Ana Paula Vescovi, ex-secretária do Tesouro.

O banco rebaixou ontem a previsão de crescimento do Brasil em 2020 de 2,3% para 2%, após série de indicadores fracos do primeiro trimestre. Para o dólar, elevou de R$ 4,00 para R$ 4,10 em dezembro, por conta de fatores como a queda dos preços das commodities.

O economista-chefe para mercados emergentes da consultoria inglesa Capital Eco­nomics, William Jackson, disse que as recentes intervenções do Banco Central estancaram a piora do real, mas a tendência é de mais depreciação pela fren­te. O real é a moeda de países emergentes com pior desempenho este ano. O dólar acumula alta de 7,18% em 2020.

A consultoria elevou a projeção para o dólar no Brasil ao final deste ano, de R$ 4,25 para R$ 4,50. No curto prazo, o real pode mostrar certa valorização, acredita Jackson, se o temor com o coronavírus se dissipar e os preços das commodities subirem.

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