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Dólar sobe para R$ 4,21 e bate novo recorde do Plano Real

Dólar sobe para R$ 4,21 e bate novo recorde do Plano Real
Dólar fechou cotado em R$ 4,2145, a maior da história do Plano Real Foto: Divulgação

O dólar fechou em nova máxima história, a R$ 4,2145, o maior valor do Plano Real. A moeda subiu 0,52% ontem (25) e já acumula valorização de 5,12% em novembro.

O dia foi de alta da moeda norte-americana ante divisas emergentes. Porém, o movimento no Brasil foi potencia­lizado pelo fluxo de saída de recursos e pela divulgação de déficit da conta corrente pior do que o esperado. Como reflexo, o real foi a moeda com pior desempenho ante o dólar, em uma cesta de 34 divisas.

Apesar da nova alta do dólar, operadores no mercado de câmbio não observaram problemas de liquidez. Os in­dicadores técnicos do mercado mostram que tem havido aumento da demanda pela moeda americana, considera­da co­mum nesta época do ano, sa­zonalmente marcada por maior procura pela divisa por conta de remessas de lucros e dividendos. No mercado futuro, o dólar foi a R$ 4,2330.

O chefe da mesa de câmbio da Frente Corretora, Fa­brizio Velloni, avaliou que não há porque o Banco Central fazer intervenção extra­ordinária neste momento, marcado por pressão compradora para remessas. “O fluxo é de saída. O BC só vai queimar reservas”, afirmou.

Historicamente, o final do ano é marcado por forte saída de capital do Brasil. Em novembro e dezembro do ano passado, saíram US$ 27,6 bi­lhões pelo canal financeiro, segundo o BC. Este mês, até o dia 21, houve fluxo negativo de US$ 2,3 bilhões.

O executivo da Frente Cor­retora ressaltou que, além da pressão de saída, há outros motivos para a valorização do dólar aqui: o baixo diferencial de juros do Brasil com o resto do mundo; o aumento do risco na América do Sul; a mudança de partido do presidente Jair Bolsonaro e os nú­meros que mostram piora do déficit da conta corrente.

 

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