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Dólar sobe a R$ 3,55, e Banco Central volta a intervir no câmbio após um ano

Dólar sobe a R$ 3,55, e Banco Central volta a intervir no câmbio após um ano
Neste ano, o dólar acumula valorização de 7,1%. Foto: Gabriel Cabral/Folhapress

O temor de alta além do previsto nos juros dos Estados Unidos fez o dólar ganhar R$ 0,05 em uma única sessão e fechar a R$ 3,55 ontem (2). O Banco Central reagiu à escalada da moeda americana e anunciou que vai atuar no mercado para “suavizar” movimentos no câmbio.

No retorno dos negócios após o feriado do Dia do Trabalho, o dólar comercial subiu 1,28%, para R$ 3,55, o maior nível desde 2 de junho de 2016, quando fechou em R$ 3,588. No ano, a moeda acumula valorização de 7,1%.

Diante desse cenário, o Banco Central anunciou, ao final da sessão, que vai oferecer, a partir de hoje, contratos de swap cambial em quantidade maior do que os que vencem em 1º de junho. Esses contratos equivalem à venda de dólares no mercado futuro e podem ajudar a conter o avanço da moeda americana.

“Com objetivo de suavizar movimentos no câmbio, o BC vai ofertar quantidade de contratos superior à necessária para a rolagem integral do vencimento”, afirmou a autoridade monetária.

A última vez que o BC havia oferecido contratos novos no mercado de câmbio ocorreu em maio de 2017, quando a delação do empresário Joesley Batista fez o dólar subir de R$ 3,13 para R$ 3,39 em uma única sessão.

Os motivos por trás da alta de ontem são os mesmos que têm provocado valorização do dólar em relação às divisas de países emergentes: a possibilidade de aumentos adicionais de juros nos EUA.

O temor ganhou força após o Federal Reserve (Fed, banco central americano) manter os juros do país na faixa de 1,5% a 1,75%, mas sinalizar que a inflação se aproxima da meta de 2% ao ano.

O mercado estimava mais dois aumentos, em junho e em setembro, mas passou a apostar em uma alta adicional em dezembro.

Com isso, o dólar ganhou força ante 30 das 31 principais divisas do mundo ontem, pela perspectiva de que esses aumentos provoquem saída de recursos de países emergentes e também de dinheiro aplicado em Bolsa.

 

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