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Dólar interrompe três semanas de queda e volta a superar R$ 5

O dólar voltou a fechar acima de R$ 5 ontem (12), após encerrar quatro pregões abaixo desse patamar. A sessão foi marcada pelo ajuste das cotações à forte piora do humor no mercado financeiro na quinta-feira, feriado no Brasil, e pela continuidade do fortalecimento da moeda norte-americana no exterior. Após subir 2,17% ontem, a maior alta desde 7 de maio, o dólar fechou a semana em R$ 5,043, acumulando valorização de 1,04%, a primeira de ganhos depois de três semanas seguidas de baixas.

Alertas de dirigentes do Fe­deral Reserve (Fed, o banco central americano) sobre dúvidas e riscos da retomada da atividade, ecoando discurso do presidente Jerome Powell na última quarta-feira, fizeram os investidores fugirem de ativos de risco.

O diretor de Moedas em No­va York da gestora BK Asset Management, Boris Schlossber­g, disse que, além do alerta do Fed ter pego o mercado em dias de muito otimismo, o que fez o ajuste ser mais forte, relatos de crescimento ace­lerado no número de casos de covid-19 em estados americanos como Flórida e Texas trou­xeram preocupação adicional. O mercado estava subestimando este risco, ressaltou.

Pela manhã, dados mos­tran­­do melhora da confiança do consumidor americano chegaram a dar impulso no mercado, mas durou pouco. Para Schlossberg, o tom mais cauteloso sugere que permanece o temor para a atividade econômica de uma nova onda de casos de coronavírus.

No mercado acionário, o principal índice da B3 fechou ontem em baixa de 2,00%, aos 92.795,27 pontos, enquanto os três índices de Nova York con­se­guiram recuperação parcial após as baixas de quinta-feira.

Para a próxima semana, as mesas de câmbio vão monitorar a reunião de política monetária do Banco Central, dias 16 e 17. É esperado corte de 0,75 ponto porcentual na Selic, o que deve impactar a cotação do dólar.

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