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Dólar cai a R$ 5,12, e Ibovespa volta ao patamar pré-pandemia

Beneficiado pela entrada de fluxos internacionais na tarde de ontem (4), o dólar fechou a terceira semana consecutiva em queda e está no menor va­lor em quatro meses. Na quinta semana seguida de valorização, a bolsa de valores aproximou-se dos 114 mil pontos e quase zerou as perdas no ano se des­consi­derada a variação cambial.

O dólar comercial encerrou a sexta-feira vendido a R$ 5,125, com recuo de 0,3%. O câmbio operou em alta durante quase toda a sessão, atingindo R$ 5,18 por volta das 12h30. No entanto, inverteu a tendência nos 90 minutos finais de negociação.

A moeda norte-americana está no menor valor desde 22 de julho (R$ 5,114), acumula recuo de 3,77% na semana e de 4,14% em dezembro. Porém, no ano, o dólar ainda acu­mu­la alta de 28% ante o real.

O estrategista-chefe do Mi­zuho, Luciano Rostagno, comentou, em nota, que a explicação para esse desempe­nho fraco do real é a “posição fiscal frágil do Brasil”. Se a agenda de reformas andar, Rostagno prevê valorização da moeda brasileira, com o dólar encerrando 2021 a R$ 4,90.

IBOVESPA

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 113.750 pontos, com ganho de 1,3%. O indicador ope­rou em alta durante todo o dia, beneficiado pelo ingresso de ca­pital estrangeiro e pelos recordes nas bolsas norte-americanas em meio a avanços nas pesquisas de vacinas contra a covid-19.

Apesar do número recorde de casos diários e de mortes nos Estados Unidos e em países da Europa, os investidores estão animados com a aprovação da vacina no Reino Unido e com a divulgação de planos de imunização em diversos países. A vacinação aumenta a expec­tativa de reabertura mais rápida de economias avançadas, o que estimula a apli­cação em mercados emergentes de maior risco, como o Brasil.

Paralelamente ao avanço das vacinas, a divulgação de que a criação de empregos nos Estados Unidos foi menor que o esperado diminuiu as pressões sobre o câmbio. O desempenho do mercado de trabalho reforça a expectativa de aprovação de pacote de estímulos na maior economia do planeta que injetará dólares nos mercados globais.

Os três principais índices das bolsas norte-americanas fe­charam em máximas históricas. O Dow Jones (índice das em­presas industriais) subiu 0,83%, o S&P 500 (das 500 maiores empresas) ganhou 0,88%, e o Nasdaq (das empresas de tecno­logia) teve alta de 0,7%.

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