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Dólar bate em R$ 5 em novo dia de caos, mas desacelera; Bovespa cai 14,8%

Dólar bate em R$ 5 em novo dia de caos, mas desacelera; Bovespa cai 14,8%
Bolsa interrompeu negócios quatro vezes nesta semana, algo sem precedentes. Foto: Arquivo

Em novo dia de tensão e caos no mercado financeiro mundial, o dólar bateu em R$ 5 logo na manhã desta quinta-feira (12), em meio ao aumento da preocupação com os efeitos econômicos da pandemia de coronavírus. O Banco Central fez quatro leilões de dólar ao longo do dia e trouxe alívio ao mercado. A decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de injetar US$ 1,5 trilhão no mercado financeiro também ajudou, mas mesmo assim o dólar fechou em novo recorde histórico, com alta de 1,41%, cotado em R$ 4,7891.

Depois de três interrupções (circuit breaker, no jargão do setor), o Ibovepa fechou o pregão em 72.582,53 pontos, em queda de 14,78%, e soma perda de mais de 25 mil pontos ao longo de apenas quatro sessões, refletindo a pandemia de coronavírus, agora bem próxima a líderes políticos como os presidentes brasileiro Jair Bolsonaro e o norte-americano Donald Trump.

O exame de Bolsonaro para o Covid-19 ficará pronto nesta sexta-feira, após a confirmação de que o chefe da Secretaria de Comunicação, Fabio Wajngarten, está em isolamento domiciliar, com a doença. Ambos estiveram com Trump no fim de semana, em jantar na Flórida, mas o presidente americano disse não estar preocupado com a possibilidade de infecção.

Nesta quinta-feira, o circuit breaker foi acionado duas vezes pela manhã na B3. À tarde, uma terceira interrupção, “branca”, ocorreu quando o Ibovespa operava com perdas bem perto de 19% – não houve acionamento do mecanismo, na medida em que a B3 ampliou o limite de flutuação do índice futuro, o que “congelou” tanto o índice à vista como o futuro, com todas as ações do Ibovespa sendo colocadas em leilão.

A iniciativa deu alívio à pressão sobre o índice à vista, que chegou a cair 19,59% aos 68.488,29, pontos no pior momento do dia, mas desde então se afastou das mínimas. Até aqui, o circuit breaker foi acionado quatro vezes na semana, algo sem precedentes – uma na segunda-feira, outra ontem e mais duas nesta quinta-feira.

Na Europa, as bolsas tiveram a maior perda diária de que se tem registro no velho continente. Na França, o avanço do coronavírus levou o presidente Emmanuel Macron a determinar o fechamento de todas as creches, escolas e universidades do país.

Assim como na quarta-feira, Gol e Azul voltaram a compartilhar a ponta negativa do Ibovespa na sessão, com a primeira em queda de 36,29% e a segunda, de 32,89% no fechamento, com CVC logo a seguir, em baixa de 29,11%.

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