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Dois torcedores do Santos morrem após briga com palmeirenses em Mauá

Por conta da pandemia, jogo do Santos e Palmeiras não contou com a presença da torcida. Foto: Cesar Greco/ECPalmeiras
Por conta da pandemia, jogo do Santos e Palmeiras não contou com a presença da torcida. Foto: Cesar Greco/ECPalmeiras

Dois torcedores do Santos morreram após confusão com palmeirenses em um posto de combustível no Jardim Zaíra, em Mauá,. A confusão aconteceu por volta das 22 horas deste domingo (23). Três homens foram presos e confessaram a participação no crime
De acordo com informações da TV Bandeirantes e da Globo, testemunhas disseram que um grupo de torcedores do Palmeiras estava reunido em uma avenida quando santistas apareceram e teve início uma briga generalizada no local. Já integrantes da torcida santista disseram que eram eles que estavam no posto e foram atacados pelo rival.

Os torcedores das duas equipes trocaram agressões com barras de ferro, pedaços de madeira e garrafas. Vários torcedores ficaram feridos na confusão. Em um determinado momento, um torcedor do Palmeiras sacou uma arma de fogo e atirou contra os santistas. Três foram atingidos, sendo um apenas de raspão. Os outros dois não resistiram aos disparos e morreram a caminho do hospital. Um deles é Higor Matias Toledo e a polícia não confirmou o nome do outro torcedor.

A Polícia Militar conseguiu localizar três palmeirenses envolvidos na confusão. Estavam em um carro que foi abordado pela PM. O trio confessou a participação no crise e nos disparos. Foram presos e levados para a delegacia, mas a arma não foi localizada.
Em depoimento, os palmeirenses disseram que estavam em menor número na confusão e resolveram atirar como forma de defesa. O caso está sendo investigado no 1.º DP de Mauá e após ouvir testemunhas e os participantes da confusão, o delegado irá identificar qual torcida deu início à confusão.

Palmeiras e Santos se enfrentaram neste domingo, no estádio do Morumbi, em São Paulo. O clube alviverde venceu por 2 a 1, em partida válida pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Vale lembrar que, em razão da pandemia do novo coronavírus, os jogos estão sendo disputados sem a presença de torcedores.

ESPECIALISTAS

Estudiosos do assunto rei­teram que enquanto o Brasil não cuidar de coibir uma cultura de violência, continuará lidando com episódios tristes, mesmo em partidas sem a presença de público. “A violência se distribuiu demais e não ter torcida no jogo não resolve nada. Pelas pesquisas que coordeno, 94% dos problemas acontecem longe dos estádios. Onde o jogo é disputado, a situação é controlada pela polícia. O problema continua sendo em locais distantes dos estádios”, afirmou sociólogo Maurício Murad, autor do livro ‘A violência no futebol’.

Para a professora da Unicamp e autora do livro “Futebol e Violência”, Heloísa Reis, as mortes de torcedores em um domingo de clássico sem torcida mostram que o foco do combate está errado. Em vez de se restringir o público, na opinião dela deveria ser necessário um trabalho mais profundo de educação voltado aos meninos.

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