Arte & Lazer, Cinema

Diretor de ‘It – A Coisa 2’, Muschietti retrata adultos traumatizados

Há dois anos, “It – A Coisa” ultrapassou 4,4 milhões de espectadores no Brasil. Foi, também, um sucesso planetário. Não admira que o 2 tenha sido providenciado rapidamente e esteja estreando hoje (5) em salas de todo o país.
Stephen King! Na verdade, Stephen Edwin King. Difícil colocar em um só nicho um escritor de ficção científica, terror, suspense, fantasia. Melhor abrigá-lo sob o amplo guarda-chuva do fantástico. O “rei” Stephen virou um fenômeno editorial e de bilheterias quando “Carrie – A Estranha” estourou na tela, promovendo aquele banho de sangue, nos anos 1970. King ainda não tinha 30 anos. Nasceu em Portland, em 1947. Carrie é de 1976.

O homem é uma máquina de fazer dinheiro. Só de adaptações para cinema (e refilmagens), contam-se mais de 60 títulos, 64 para ser exato. Ainda tem as séries de TV, os telefilmes.“ It: A Coisa – Capítulo 2”, que agora estreia, não é só mais um Stephen King nas telas. É um dos maiores, o que não representa pouca coisa quando se pensa que já houve Stanley Kubrick (O Iluminado), Frank Darabont (Um Sonho de Liberdade e À Espera de Um Milagre), Brian De Palma (Carrie) e Rob Reiner (Conta Comigo), Andy Muschietti conseguiu alçar-se ao plano dos grandes.

 CAPÍTULO 2

Passaram-se muitos anos na ficção de 2017, e os garotos e garotas de “It – A Coisa” viram adultos traumatizados pela experiência juvenil. O ex-gordo que sofria bullying virou um cara inseguro, Beverly apanha do marido, tem o enrustido que não saiu do armário, etc. Formam um compêndio de neuroses e o diretor conta com atores talentosos como James McAvoy, Jessica Chastain, Bill Hader, Isaiah Mustafa, etc, para lhes dar vida.

“Não queria fazer desses personagens adultos uma síntese dos problemas do mundo, mas queria que fossem verossímeis e que o público se interes­sasse por eles, de verdade.” A própria cidade de Derry, onde os fatos se deram, no passado, faz parte dessa integração rea­lista.

De forma muito impressionante, os garotos e as garotas permanecem exatamente iguais nas cenas em flash-back. Elas já haviam sido filmadas há dois, três anos, prevendo uma eventual continuação? Afinal, jovens em fase de crescimento mudam de um dia para outro, quanto mais ao longo de dois anos. “Não, não havíamos filmado cenas de reserva nem estamos repetindo cenas do outro filme”, explica Andy. “Foi difícil, mas, como você vê, não impossível. Houve todo um trabalho de pós-produção para manter a garotada sempre jovem. Saiu caro, mas na tela beira a perfeição”, destacou.

Print Friendly, PDF & Email

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

*