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Diplomado, Michels descarta elevar impostos para contornar a crise

O prefeito eleito de Diadema, Lauro Michels (PV), foi diplomado ontem (19) pelo juiz eleitoral substituto da 222ª Zona Eleitoral, José Pedro Rebello Giannini. O vice-prefeito eleito, Márcio Paschoal Giudício, o Márcio da Farmácia (PV), e os 21 vereadores da próxima legislatura também foram diplomados. Após a cerimônia, Michels descartou aumentar impostos ou tributos como forma de contornar a crise econômica.

O verde afirmou que fará arroxo nas contas, mas conta com a maioria na Câmara para aprovação dos projetos. “O governo está aí. Preciso de maioria na Câmara para aprovar os ajustes necessários. Não é aumento de imposto, não quero mandar para cá projeto do trem fantasma, para o povo acordar no outro dia e ter 200% de aumento”, comentou.

A declaração do prefeito difere da dada na última quinta-feira (15) e em ocasiões anteriores, quando Michels admitiu que, apesar de os partidos da coligação que o reelegeu terem conquistado 14 cadeiras na Câmara, não contaria com a maioria no Legislativo. A baixa na base aliada seria causada por atritos com a coligação PPS/DEM/PEN – que, para pressionar o governo por mais espaço, iniciou diálogo com a oposição (PT e PRB) a fim de indicar o vereador eleito Revelino Teixeira da Silva, o Pretinho do Água Santa (DEM), como candidato à presidência da Câmara.

“As pessoas têm de fazer uma reflexão. Quem estava no governo, quem se elegeu com o governo, tem de estar com o governo”, respondeu Michels, ao ser questionado sobre o que mudou nos últimos dias. “O governo vai cobrar os acordos firmados durante a campanha”, garantiu.

A coligação PPS/DEM/PEN elegeu cinco vereadores em outubro. Além de Pretinho do Água Santa e Salek Aparecido Almeida pelo DEM, foram eleitos Audair Leonel, Sergio Ramos e Jeoacaz Coelho Machado, o Boquinha, pelo PPS.

Falhas

O prefeito comemorou a segunda diplomação, mas destacou que tem consciência de que não foi totalmente aprovado nas urnas. “Fui reeleito, mas passei com DP (dependência). Teria de ser reeleito no primeiro turno, pelo volume de trabalho empregado, mas entendi o recado da população”, declarou. “Tivemos algumas falhas que já foram identificas. Vamos tomar as atitudes para que, no próximo governo, não venham a ocorrer”, completou.

Michels trabalha com a necessidade de cortar despesas, na expectativa dos efeitos da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55 que limita os gastos do governo federal por 20 anos, e que foi promulgada pelo Congresso no dia 15. “A partir de 2018 haverá novos limites para Saúde e educação. Para 2017, como trabalho com orçamento muito apertado, terei de fazer com o que tem e começar a adequar os gastos.”

Michels: “Não quero mandar projeto de trem fantasma”. Foto: Marcos Luiz/PMD

um comentário

  1. José Alves de Sousa

    Tenho elevado apreço por esse prefeito. Lauro Michels, apesar da pouca idade, tem evidenciado profundo conhecimento em gestão pública. Infelizmente houve considerável queda em sua popularidade. Entre alguns possíveis motivos, pode-se citar a recente disseminação de que o Executivo abriu concurso público para diversas funções (38º Concurso Público), no ano de 2015 e, após um ano de homologação do referido certame, há diversos cargos para os quais ainda não houve NENHUMA convocação, tais como Procurador, Analista de RH, Fiscal de Tributos II, Fiscal de Tributos III, etc. Curiosamente, contrariando o discurso de escassez de recursos, houve convocação muito além do quantitativo de vagas anunciadas no edital para ocupação dos cargos “mais visíveis” (leia-se: cargos que favorecem uma campanha eleitoral), como os da educação e saúde. Assim, a abertura de tal concurso, às vésperas de ano eleitoral, com grande quantitativo de cargos (atraindo número considerável de candidatos, gerando significativa arrecadação), havendo, no ano das eleições, inúmeras nomeações apenas para os cargos que atraem o apreço da população, soa, no mínimo, estranho. Embora a Administração Pública tenha a discricionariedade para nomear os aprovados dentro do número de vagas até o último dia de vigência do concurso, tal liberdade jamais deveria ferir a ética e os ditames da boa fé. Afinal, aquele que foi aprovado dentro do número de vagas, ciente de que será nomeado (neste caso, não se trata de mero ato discricionário da Administração Pública, conforme ampla jurisprudência), desde a homologação começa a traçar planos para ocupar a tão sonhada e “suada” vaga. Torna-se, por conseguinte, extremamente frustrante o passar dos dias sem que a Prefeitura se pronuncie a respeito. O posicionamento do gestor público quanto ao assunto pode até estar embasado na lei, mas, lamentavelmente, NEM TUDO O QUE É LEGAL TAMBÉM É MORAL!

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