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Diego Aguirre encara outra decisão pelo São Paulo

Diego Aguirre encara outra decisão pelo S.Paulo
Início do técnico Diego Aguirre no São Paulo tem sido de várias “fogueiras”. Foto: Marcello Zambrana/AGIF/Folhapress

Há menos de um mês no São Paulo, o treinador Diego Aguirre vive sob forte pressão e tem de mostrar resultados imediatos. Pelo tempo curto no cargo, não há sinais de que o uruguaio esteja com seu prestígio abalado, mas a produtividade do conjunto tricolor ainda não mostrou significativa evolução.

O início do comandante tem sido em fogueiras, com partidas decisivas. Sofreu para passar pelo São Caetano nas quartas de final do Paulista. Depois, foi eliminado na semifinal, diante do Corinthians, ao levar um gol a dois minutos do encerramento da partida.

A participação no terceiro mata-mata não começou bem. Derrotado por 2 a 1 pelo Atlético-PR, na quarta-feira, na Arena da Baixada, no confronto da quarta fase da Copa do Brasil, o São Paulo terá de vencer por, no mínimo, dois gols de diferença, no dia 19, no Morumbi.

Antes, há mais um duelo de alto risco. Na próxima quarta-feira, o Tricolor estreia na primeira fase da Copa Sul-Americana, contra o Rosario Central, na Argentina.

“É uma situação… Estou acostumado a treinar em mata-mata. No dia seguinte ao que cheguei aqui já tinha um. Talvez seja um pouco difícil, mas temos de enfrentar esses desafios e estar preparados. Sinceramente, sinto que o São Paulo vai melhorar”, apostou o treinador uruguaio.

Rival conhecido

Aguirre conhece bem o rival. Em seu último trabalho esteve um ano e três meses à frente do San Lorenzo.

“Conhecemos bem os times argentinos. Temos o conhecimento bastante real da situação de cada um. Não vou falar de detalhes, mas é um jogo difícil. É um estádio (Gigante Arroyito) com forte torcida. Temos de estar preparados para superar as dificuldades. É um time forte, mas também somos. Queremos ter sucesso nessa competição”, disse.

 

Em reta final de Cueva antes da Copa do Mundo, Nenê ganha espaço no Tricolor

É bem provável que os torcedores só possam ver Cueva com a camisa do São Paulo por pouco mais de um mês. Após recusar propostas milionárias do Dalian FC, da China, e do Al-Hilal, da Arábia Saudita, no início deste ano, jogador e o clube deixaram no ar que pretendem acertar transferência para o exterior após a Copa do Mundo, quando o peruano deve ficar mais valorizado.

Por isso, esses devem ser os últimos dias do meia no Morumbi até a sua apresentação para a seleção do Peru, na segunda quinzena de maio. Porém, esse período de possível despedida pode não ser com Cueva entre os titulares.

Na derrota por 2 a 1 para o Atlético-PR, na quarta-feira (4), na Arena da Baixada, em Curitiba, Cueva começou no banco de reservas.

A última partida dele havia sido na estreia de Diego Aguirre como treinador do Tricolor, no dia 17 de março, contra o São Caetano. Na ocasião, foi substituído por Marcos Guilherme. Na sequência, o peruano defendeu seu país em amistosos internacionais, enquanto Nenê ganhou espaço com Aguirre no São Paulo durante as quartas de final e a semifinal do Campeonato Paulista.

“Optamos por deixá-lo (Cueva) para o segundo tempo. São opções, diferentes possibilidades. Entramos com Nenê e Tréllez e decidimos que não jogaria, mas Cueva é excelente jogador e pode atuar”, disse Aguirre.

Aos poucos, o peruano deixa de ser visto como figura essencial na equipe, como era nos tempos de Rogério Ceni e Dorival Júnior. Nesta temporada, Cueva esteve em campo pelo São Paulo em 908 minutos durante 13 jogos. Marcou três gols, deu duas assistências. Desde junho de 2016 no São Paulo, o peruano balançou as redes 20 vezes pelo Tricolor, o melhor retrospecto em sua carreira.

Por outro lado, Nenê viu o seu rendimento crescer com a chegada de Aguirre. Desde a estreia do treinador, ficou em campo em 416 minutos das cinco partidas do São Paulo sob o comando do uruguaio. De quebra, fez o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians no primeiro jogo da semifinal do estadual.

 

 

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