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Diagnóstico precoce é o principal fator para aumento da sobrevida de pessoas acometidas por câncer

Todos os anos, mais de 12 milhões de pessoas no mundo são diagnosticadas com câncer. Dessas, quase 8 milhões não sobrevivem. No Brasil, serão aproximadamente 600 mil casos novos da doença neste ano, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Os tipos de câncer mais frequentes são também os que têm maior índice de sucesso no tratamento, e esse sucesso está diretamente ligado ao diagnóstico precoce. A maior taxa de sobrevida é dos pacientes com câncer na tireóide, câncer de pele e câncer de mama. Já os menores índices de sucesso no tratamento são os de tumores mais silenciosos, como câncer de pulmão, ovário, esôfago e estômago. Um terço das mortes poderia ser evitada se houvesse a detecção precoce da doença, sendo este o fator principal para o aumento da sobrevida dos pacientes.

Ao longo dos últimos anos, o avanço tecnológico vem se tornando um importante aliado na prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. Através da realização de testes genéticos, é possível analisar genes associados ao desenvolvimento de cânceres, tais como: mama e ovário, colorretal, próstata, pulmão, síndromes de predisposição aos cânceres, entre outros. Esse tipo de exame é recomendado a pessoas que têm histórico familiar de câncer e preenchem alguns critérios de indicação. Um em cada 10 pacientes diagnosticados com câncer é do tipo hereditário, em que o paciente apresenta alguma mutação em suas células capaz de elevar suas chances de desenvolvimento da doença ao longo de sua vida.

A identificação destes pacientes com câncer hereditário é fundamental para que eles saibam suas chances de desenvolver a doença, conheçam as opções de tratamentos, de redução de risco e/ou prevenção e possibilitem a avaliação de familiares com o mesmo risco. Ter todas as informações para avaliar as opções de tratamento e tomar as decisões mais apropriadas para o paciente pode salvar a vida dele. Estar a par de todos os recursos é fundamental para que um número cada vez maior de pessoas esteja ciente da efetividade da prevenção, que pode ser iniciada pelos testes genéticos.

Dra. Tania Vulcani

Graduada em Ciências Biológicas Modalidade Médica pela UNESP, Botucatu (2002); Mestre em Ciências Médicas pela Universidade de Campinas

*O artigo acima reflete as opiniões do autor, e não do Diário Regional. A responsabilidade sob os conceitos e ou opiniões emitidos é exclusivamente do autor.

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