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Diadema vai construir residência inclusiva para pessoas com deficiência

Regina: “temos um público muito grande para esse tipo de serviço”. Foto: Eberly Laurindo

A Secretaria de Assistência Social de Diadema vai construir, na Vila Alice, a primeira residência inclusiva do município. Destinada a jovens e adultos com deficiência em situação de dependência, a residência inclusiva é uma modalidade de serviço de acolhimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). A proposta está organizada em pequenos grupos de até 10 pessoas por residência, cuja acolhida e convivência promove o desenvolvimento de capacidades adaptativas à vida diária, autonomia e participação social.

De acordo com a secretária de Governo e de Assistência Social da cidade, Regina Gonçalves (PV), a fase inicial do projeto já está em curso e bem adiantada. “É uma iniciativa do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), com recursos repassados de fundo a fundo e a cidade há muito tempo já pautava essa necessidade, mas os governos anteriores não foram atrás disso”, explicou Regina.

“Todo o processo já está extremamente adiantado. Foi protocolado no MDS, a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado já deu aval e temos de apresentar um local. Conseguimos a casa, que tem que ser totalmente plana, adaptada e cada casa só pode acolher até dez portadoras de deficiência e manter quatro funcionários fixos diretos”, detalhou.

“Temos uma cidade com um público muito grande para esse tipo de serviço, e não dá para se fazer tudo, então preferimos primeiro acordar com a Vara da Criança e Juventude, junto com Ministério Público. Ou fazíamos uma nova casa de acolhimento ou a residência inclusiva. Chegamos à conclusão que nesse momento é necessária a residência inclusiva e vamos fazer em 2017”, afirmou a secretária.

Acolhimento

Regina relatou, também, a situação de jovens que moram em casas de acolhimento – normalmente afastadas das famílias por ordem judicial – mas que não têm para onde ir ao completarem 18 anos. “Temos de olhar por isso. Não queremos a quinta casa de acolhimento no município. Vamos ter outro modelo, a família acolhedora, que é uma revolução no tratar esse assunto, porque não adianta a gente só fazer casa de acolhimento sem ter outras alternativas para poder medir o que está dando melhor resultado para o público”, completou.

Segundo informações no site do MDS, em todo o país, existem 205 residências cofinanciadas (adesão de 155 municípios e seis governos estaduais) e 108 inclusivas já foram inauguradas. “Tanto a família acolhedora quanto a residência inclusiva envolvem repasses fundo a fundo, governo federal e estadual, que poucas cidades estão tendo a ousadia e a coragem de abraçar as iniciativas, mas nós vamos fazer”, destacou Regina.

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