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Diadema lança nesta quarta programa para efetivar estudos de culturas africana e indígena nas escolas

Para Vivian Viegas, responsável pela coordenação do programa, a iniciativa é uma resposta da prefeitura à necessidade urgente de enfrentar o racismo e o preconceito existente no país. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Para Vivian Viegas, responsável pela coordenação do programa, a iniciativa é uma resposta da prefeitura à necessidade urgente de enfrentar o racismo e o preconceito existente no país. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Secretaria de Educação de Diadema já começa a traçar os planos para o início do novo calendário escolar e uma das propostas é fazer valer a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena por meio do programa Dandara e Piatã, cujo lançamento acontece nesta quarta-feira (24).
A iniciativa, que carrega o nome de dois símbolos de ambas as culturas (Dandara é africano, Piatã, indígena), define uma série de medidas para efetivar as leis federais 10.639/2003, 11.645/2008,que obrigam tanto escolas públicas quanto particulares a incluír os temas na grade curricular – fato que, na prática, ainda está bastante aquém do esperado.
Para Vivian Viegas, responsável pela coordenação do programa, a iniciativa é uma resposta da prefeitura à necessidade urgente de enfrentar o racismo e o preconceito existente no país. “O racismo estrutural e institucional fortemente presente no universo escolar afeta profundamente a trajetória escolar de milhões de crianças, adolescentes, jovens e adultos e compromete a garantia do direito humano à educação. O Dandara e Piatã vai enfrentar justamente esse problema com medidas claras e bastante eficazes”, destacou.
Vivian antecipou que o programa envolverá várias ações: formação de professores, aquisição de livros, utilização dos jogos de origem africana e/ou indígena como caminho de vivência curricular através do lúdico.
“Também iremos levar o aprendizado para além dos muros das escolas, levando alunos e professores a eventos e locais em que possam aprender um pouco mais sobre a temática afro-brasileira e indígena”, ressaltou.

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