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Diadema conquista 14º prêmio pelo atendimento em tuberculose

Diadema conquista 14º prêmio pelo atendimento em tuberculose
Ferreira: “achava que a doença estava erradicada. Depois percebi que está mais presente que nunca”. Foto: Adriana Horvath/PMD

Diadema conquistou, pela 14ª vez consecutiva, o Prêmio “Qualidade nas Ações de Controle da Tuberculose”, por apresentar índice de cura maior que 85% dos casos diagnosticados em 2018. A cerimônia de premiação ocorreu nesta segunda-feira (23), durante o Fórum Estadual de Tuberculose 2019, promovido pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo.

Por ser uma doença de fácil transmissão, as políticas públicas para diagnosticar e tratar os casos são importantes para que a doença esteja controlada. Dentre as ações desenvolvidas em Diadema destacam-se a busca ativa de sintomáticos respiratórios, tratamento observado com entrega de incentivos aos pacientes, exames para dia­gnóstico e controle, dispensação gratuita de medicamentos específicos para a doença, além de avaliação dos comunicantes de casos de tuberculose.

“A tuberculose ainda é uma importante situação de saúde pública devido às condições de vulnerabilidade da população e fatores predisponentes para o desenvolvimento da doença, como drogadição, etilismo, condições precárias de moradia, situação de rua, e associação com doenças imunossupressoras como diabetes e aids”, avalia a coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose em Diadema, Iriane Maria Sammarone Henriques.

O diagnóstico de tuberculose chegou para Ivan Luciano Ferreira depois de emagrecer 15 quilos e ficar internado no Hospital Municipal de Diadema, em outubro de 2018. Nessa época, era difícil caminhar os 650 metros entre sua residência e a Unidade Básica de Saúde (UBS) Serraria, onde fez o tratamento por seis meses. “Já tinha ouvido falar de tuberculose, mas achava que a doença estava erradicada. Depois percebi que está mais presente que nunca”, afirmou.

Ao ser diagnosticado com tuberculose, Ferreira também descobriu a diabete. “No começo é muito complicado. É um esforço diário sair de casa e ir até a UBS para tomar o remédio. Me senti bem acolhido no primeiro contato que tive aqui na unidade, mas pensava que a tosse nunca ia passar. Quando chegou fevereiro deste ano, comecei a ter a sensação de que ia me curar”, destacou. A alta, porém, veio apenas em abril. “Ficava ansioso para terminar, mas precisava ter certeza que estava curado. Tem que continuar o tratamento até o final. A vida é muito frágil. A gente só consegue dar atenção quando perde a força do dia-a-dia e a tuberculose me mostrou isso.”

Hoje, 148 diademenses estão em acompanhamento. Após o diagnóstico, o tratamento é feito com antibióticos e dura, no mínimo, seis meses.

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