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Dia dos Pais vai movimentar R$ 72 milhões no varejo do ABC

Dia dos Pais vai movimentar R$ 72 milhões no varejo do ABC
Valor é 13,5% superior ao projetado em 2020, quando a pandemia impunha restrições à atividade econômica

Os consumidores do ABC vão gastar R$ 70,2 milhões com presentes para os pais, cujo dia será comemorado no próximo do­mingo (8). O montante é 23% superior em termos nominais ao desembolsado no ano pas­sa­do (R$ 57 milhões), mas o aumento cai para 13,5% quando considerada a inflação de 8,3% apurada nos últimos 12 meses pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Divulgados on­tem (2), os da­dos integram pesquisa rea­li­­za­­da pelo Observatório Eco­nô­­­mi­co da Universidade Meto­­dis­­­ta de São Paulo (Umesp) com 346 consumidores, ouvidos en­tre os dias 8 e 30 de julho.

A data é somente a quinta mais importante do varejo bra­sileiro, perdendo para o Natal e os Dias das Mães, das Crianças e dos Namorados. Porém, ga­nha relevância neste ano por­que é a primeira desde o início da pandemia de covid-19 em que o comércio poderá funcio­nar praticamente sem restrições, tan­to em termos de horário de atendimento como de ocupação dos estabelecimentos.

“Houve melhor adaptação de consumidores e comerci­antes aos desafios impostos pe­la pandemia e melhora no grau de confiança do consumidor. A isso se somam as menores restrições ao funcionamento do comércio em relação ao ano passado”, comentou o professor Sandro Maskio, que co­ordena a Pesquisa de In­tenção de Compra (PIC).

Maskio, no entanto, ponderou que a projeção deste ano é uma das três piores nos últimos dez anos – que atribuiu ao desemprego ainda elevado e às altas dos preços médios.

Ainda segundo a pesquisa, os gastos planejados para a data (que podem incluir um mais presentes, almoço, jantar ou passeio) revelam a intenção de desembolsar, em média, R$ 219. Na comparação com 2020, quando o gasto planejado médio foi de R$ 144, registra-se aumento nominal de 51%, ou real (descontado o IPCA do período) de 40%.

Em meio à insegurança ain­da existente em parte da população quanto ao consu­mo presencial, as formas preferi­das pelos entre­vistados para aquisição dos presentes são majoritariamente digitais (41,6%). Ainda assim, 31,1% declararam que deverão realizar compras presencialmente, contra 11% na pesquisa do ano passado.

Uma novidade desta edi­ção da pesquisa é que cerca de 50% dos entre­vistados se declararam propensos a alterar a data de compra de presentes para pessoas de seu convívio com objetivo de aproveitar períodos promocionais, como a Black Friday e a recém-rea­lizada Amazon Prime Day.

Do total de entrevistados que declararam que compra­rão lembranças, 70% deverão presentear apenas uma pessoa e outros 25%, duas pessoas. Os principais presenteados serão especialmente os pais (82,5%), seguido de maridos (9,3%) e sogros (2,7%). Dentre os presentes mais procurados, des­tacam-se vestuário (63,8%), per­fumes e cosméticos (5,1%) e ces­ta de café da manhã (3,9%).

Um em cada quatro disse que não deverá presentar ninguém este ano.

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