Economia, Notícias

Desemprego fecha 2019 no menor patamar em quatro anos

Desemprego fecha 2019 no menor patamar em quatro anos
Desempregados leem anúncio em busca de oportunidade. Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,0% no trimestre encerrado em dezembro passado, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados ontem (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado veio em linha com a expectativa de analis­tas, mas o desemprego ainda atingia 11,6 milhões de brasileiros. Na comparação com igual período de 2018 (11,6%) houve queda de 0,6 ponto porcentual.

A taxa segue no menor pa­tamar desde os três meses en­cerrado em março de 2016, quan­do alcançou 10,9%. Para trimestres encerrados em de­zembro, é a menor taxa desde 2015, quando ficou em 8,9%.

O contingente de trabalha­dores ocupados (94,6 milhões) cresceu 0,8% em relação ao trimestre anterior, com o acréscimo de 751 mil pessoas – resultado puxado, principalmente, pelas vagas temporárias criadas no comércio por ocasião das festas de final de ano. Desse total, 593 mil pessoas foram admitidas com carteira assina­da, aumento de 1,8%.

Contra o mesmo trimestre de 2018, houve alta de 2,2% no emprego formal, com o acréscimo de 726 mil pessoas.

A informalidade, porém, con­tinua alta no país. Segundo o IBGE, 38,735 milhões de traba­lhadores estavam nessa con­di­ção no trimestre encerrado em de­zembro, o que representa 41,0% do mercado de trabalho.

O IBGE considera informais os trabalhadores que atuam por conta própria e aqueles sem carteira assinada no setor privado.

“Apesar de mostrarem recuperação perante 2018, inclusive com crescimento de carteira assinada, os dados de­monstram que o mercado de trabalho está bem distante de seus melhores resultados na série histórica da pesquisa. A taxa de de­socupação, por exemplo, é bastante superior aos 6,8% de 2014”, afirmou Adriana Beringuy, ge­rente da Pnad Contínua.

Adriana destacou ainda que a fatia média de trabalha­dores ocupados que contri­buem para a Previdência Social ficou em 62,9% no ano passado, menor patamar desde 2013, quando também estava em 62,9%. “Isso prejudica não apenas o avanço na renda dos trabalhadores, mas também a contribuição para a Previdência”, comentou.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*