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Desemprego cai para 12,57 milhões de pessoas, mas informalidade bate recorde

Desemprego cai para 12,57 milhões de pessoas, mas informalidade bate recorde
Segundo o IBGE, taxa de desemprego caiu para 11,8% no trimestre encerrado em agosto. Foto: Arquivo

A taxa de desemprego do país ficou em 11,8% no trimestre encerrado em agosto, o que representa redução de 0,5 ponto porcentual em re­la­ção à taxa do trimestre an­te­rior (12,3%) e de 0,3 pon­to porcentual na com­pa­ra­ção com a do mesmo período do ano passado (12,1%).

Divulgados pelo Institu­to Brasileiro de Geografia e Es­­­tatística (IBGE), os dados re­­­­velam que o resultado foi pu­­xado pela criação de vagas sem carteira assinada, que ba­teram recorde no período.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua revela ainda que o país tinha 12,57 milhões de pessoas em busca de emprego no trimestre encerrado em agos­to, 100 mil a menos do que no mesmo período de 2018, com recuo de 0,8%.

O total de ocupados, por sua vez, cresceu 2,0% no pe­ríodo, o equivalente à criação de 1,84 milhão de postos de trabalho. Com isso, a ocupação bateu recorde e chegou a 93,631 milhões de pessoas.

Desse contingente, 41,4% estão na informalidade, patamar recorde da série histórica, iniciada em 2016. São 38,76 milhões de pessoas trabalhando sem carteira assinada e, por consequência, sem contribuir para a Previdência Social.

“Esse dado é interessante, porque você tem uma população ocupada que cresce, inclusive bate recorde, mas o aumento na contribuição previdenciá­ria, que era esperada, não ocor­re. Era de se esperar que, com o aumento do nível de ocupação, a contribuição previdenciária aumentasse também”, afirmou Adriana Beringuy, analis­ta da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O dado inclui os empregados do setor privado sem carteira assinada, os traba­lhadores domésticos sem carteira assi­nada, os trabalhadores por conta própria sem CNPJ, os empregadores sem CNPJ e o trabalhador familiar auxiliar.

Segundo Beringhy, mesmo os setores tradicionalmente mais formais, como a indústria, não registraram avanço significativo nas contratações com carteira assinada. Na indústria e na construção, por exemplo, houve aumento no trabalho por conta própria no trimestre encerrado em agosto.

“A informalidade cresceu por­que não há, no mercado de trabalho, reação de postos com carteira (assinada)”, afirmou Beringuy. “Há mais pessoas trabalhando, mas essa in­serção não se dá pelo vínculo tradicional”, completou.

INDÚSTRIA

No corte por setores, a in­dústria lide­rou a abertura de vagas no trimestre encerrado em agosto (272 mil). Também houve contratações na cons­trução civil (181 mil), agri­cul­tu­ra (13 mil), informação, co­­­municação e ati­vidades fi­nan­ceiras (33 mil), servi­ços do­­mésticos (109 mil) e ad­mi­nis­tração pú­blica, defesa, se­gu­ridade social, educação, saú­de e serviços sociais (132 mil).

Por outro lado, houve fechamento de vagas em alojamento e alimentação (-20 mil), comércio (-24 mil) e transporte (-35 mil).

 

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