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Desemprego bate novo recorde e atinge 11,9%

Contingente de desempregados cresceu 33% no país. Foto: Arquivo

A taxa de desemprego bateu novo recorde em novembro, atingiu 11,9% e mostrou que o mercado de trabalho continua a se deteriorar, com 12 milhões de pessoas na fila do emprego.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, principal pesquisa de emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o trimestre encerrado em novembro teve a taxa mais alta desde o início da série histórica, em 2012.

No intervalo de um ano – novembro deste ano em relação a igual período do ano passado –, o contingente de desempregados em busca de oportunidades cresceu 33%.

Houve no mesmo período diminuição dos postos de trabalho com carteira assinada e também queda na quantidade de vagas disponíveis.

A população ocupada –aquela que de fato está empregada – somou 90,2 milhões de pessoas, queda de 2,1% em relação ao apurado pelo IBGE no trimestre encerrado em novembro de 2015. Foram eliminadas 1,9 milhão de vagas no período.

Economistas que, desde meados deste ano, preveem recuperação mais lenta da economia acreditam que o mercado de trabalho só começará a se recuperar no segundo semestre de 2017.

O resultado de novembro reforça expectativas de que, do ponto de vista do mercado de trabalho, o fundo do poço ainda não foi atingido. O final de ano é tradicionalmente bom para o emprego, com vagas abertas no comércio e no setor de serviços em função das festas de fim de ano.

“O início do ano costuma ter desemprego mais alto, devido a dispensas de temporários. Isso mostra que talvez essa taxa, hoje em 11,9%, possa subir um pouco”, disse Thiago Xavier, da consultoria Tendências.

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