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Descentralização dos remédios de alto custo no ABC sai este ano

Ribeiro Adriano, Morando, Serra e Callegari descerram placa de inauguração de UTI. Foto: Divulgação/GESPO governo do Estado acredita ser possível iniciar ainda este ano a descentralização da distribuição de medicamentos de alto custo nos sete municípios. Concentrada, no ABC, no Hospital Mário Covas, de Santo An­­dré, a entrega dos remé­dios impõe espera de até seis horas à população.

A discussão sobre a descentralização dos medicamentos foi retomada neste ano pelos sete prefeitos e visa dar comodidade as duas mil pessoas que, diariamente, são atendidas na farmácia de alto custo do hospital.

“Saindo da fase negocial, que é a fase mais crítica, com a boa vontade dos municípios e a pré-disposição que já havia do governo do Estado, acredito que, neste ano, é possível colocar em prática essas ações – não plenamente, mas de forma a sair da teoria pa­ra algum nível de prática”, disse o secre­tá­­rio-adjun­to de Estado da Saú­­de, Eduar­do Ribei­­ro Adria­no, após cerimônia rea­­li­­­za­da ontem (17), no com­­ple­xo hospitalar estadual.

No final de março, representantes do governo do Estado e secretários municipais de Saúde se reuniram com o objetivo de discutir propostas para a descentralização da distribuição dos remédios no ABC. Do encontro saíram duas possibilidades.

Na primeira, com logística mensal, os municípios receberiam os medicamentos em centros de distribuição localizados em Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá – esta última faria o repasse a Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Nesta proposição, os sete municípios solicitariam subsídio estadual para o custeio de despesas de armazenagem, logística e segurança.

Em outro formato, com logística diária, cada cidade receberia pacotes de medicamentos provenientes da central de distribuição estadual, separados por paciente, e se encarregaria da entrega individualizada aos munícipes.

O secretário reconheceu que a centralização cria um “gargalo logístico” no Hospital Mário Covas, já que são 36 mil atendimentos por mês, mas entende que, com o apoio das prefeituras, é possível encontrar “rapidamente” um mecanismo de descentralização.

“Dentro de suas possibilidades, as prefeituras devem equacionar um local para fazer a dispensação (armazenamento) dos medicamentos e o transporte dos insumos de uma central estadual para o polo municipal, onde será feita a distribuição”, disse.

O secretário-adjunto não descartou a possibilidade de os municípios receberem repasse para o serviço, mas destacou que o Estado já faz “grande aporte financeiro” na aquisição de medicamentos de alto custo – metade é bancada pelo governo paulista e o restante, pelo Ministério da Saúde. “Nosso principal esforço é o de viabilizar uma saída possível (para a descentralização), mas o apor­te não está descartado.”

Novos leitos

O hospital estadual Mário Covas  passou a contar, ontem (17), com novos serviços, fruto de investimentos de R$ 3,3 milhões, entre recursos estaduais e repasses do Ministério da Saúde.

O aporte contemplou a construção de dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), melhorias no setor de emergência e a implementação do primeiro Ambulatório dos Viajantes do ABC.

Com a inauguração, o Mário Covas passa a contar com 52 leitos de UTI. A emergência, por sua vez, passou a contar com novos pisos, forros, sistema de climatização, redes elétrica e hidráulica.

Por fim, o Ambulatório dos Viajantes visa atender pessoas que pretendem se deslocar em viagens nacionais e internacionais e precisam de orientação quanto à prevenção de doenças infectocontagiosas no destino.

“Essa entrega atende à crescente demanda na região, já que esse equipamento realiza atendimento integrado aos sete municípios do ABC. Era um investimento necessário”, disse o prefeito de São Bernardo e presidente do Consórcio Intermunicipal, Orlando Morando (PSDB), acompanhado do prefeito de Santo Andre, Paulo Serra (PSDB);  e do superintendente do hospital, Desiré Carlos Callegari.

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