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Deputados vêm ao ABC para apresentar projetos voltados a mitigar efeitos da pandemia

Nesta segunda feira (12) os deputados estaduais Arthur do Val (Patriota), Heni Ozi Cuckier (Novo), Ricardo Mellão (Novo), o deputado federal Kim Kataguiri (DEM) e o vereador de São Paulo Rubinho Nunes (Patriota) estiveram nos municípios do ABC, juntamente com os vereadores de São Bernardo, Glauco Braido (PSD), e Márcio Colombo (PSDB), de Santo André, para apresentar uma série de projetos de lei que visam mitigar os efeitos do covid-19, além de intensificar a fiscalização das ações voltadas à pandemia.

O grupo de deputados pretende debater ações consideradas mais eficazes de combate à covid e propor projetos de lei que poderão ser protocolados pelos vereadores do ABC. Segundo Glauco Braido, a proposta da Locomotiva vai tirar os políticos da região da inércia. “Estamos tentando trazer bons projetos para mudar a a  vida da população do ABC. Hoje estamos nos encontrando para resolver os problemas da covid, mas este é só o primeiro passo.”

Assim como Braido, Colombo destacou o olhar diferenciado dos deputados para os municípios da região. Os parlamentares do Movimento Brasil Livre (MBL)  já enviaram ao ABC, desde 2018, aproximadamente R$ 12 milhões em emendas para as cidades destinarem majoritariamente à saúde.

“Como vereador de Santo André já faz algum tempo que estou vendo muita hipocrisia no combate ao coronavírus. Tudo é radical, ou a gente abre tudo, ou fecha tudo, mas precisamos ter equilíbrio nessa discussão. Temos de combater a hipocrisia, por exemplo, de falar para o trabalhador que não deve se aglomerar e manter distanciamento de um metro e meio no ambiente de trabalho, mas para se locomover usa o ônibus, que parece lata de sardinha”, destacou.

Outra questão levantada pelo vereador andreense é a limitação de horário para o funcionamento do comércio. “É um gênio quem inventou isso. Funcionando quatro horas por dia, por exemplo, as pessoas vão todas fazer as compras simultaneamente,  se acotovelar dentro do espaço, se aglomerar. Vamos apresentar projeto para que os comércios abram pelo menos por dez horas ao dia, assim as pessoas vão ao longo desse período,  fracionado, evitando a aglomeração. Isso é matemática”, pontuou.

Corroborando com a fala de Colombo, o deputado Heni Ozi destacou que neste momento “são necessárias  iniciativas práticas,  que lidem com o dia a dia que estamos vivendo”.

Durante a coletiva,  parlamentares ressaltaram que a estrutura pública deve ser usada no apoio ao combate à pandemia. Entre as propostas apresentadas pela Locomotiva São Paulo estão a autorização do uso de carros oficiais para a distribuição de vacinas e transporte de pessoas com problemas de locomoção; o aumento da frota de ônibus; a suspensão do pagamento de impostos, além de regras mais claras para funcionamento de estabelecimentos comerciais durante a pandemia.

PLANO SÃO PAULO

Questionado sobre a decisão do governador João Doria (PSDB) de avançar para a fase vermelha em meio ao elevado  número de casos, Ricardo Mellão afirmou que tenta entender os critérios adotados pelo governo estadual. “Primeiro coloca fase emergencial por conta do número de leitos de UTI ocupados,  o número aumenta, ele reduz (a fase). Não consigo ter a certeza de quanto tem de trabalho técnico, de análise técnica nas decisões que ele toma, e quanto tem de análise politica. Creio que os dois acabam se misturando. Porque de um lado você tem o governador agindo com o centro de contingência, com infectologistas, e do outro um pré-candidato à presidência da República desde o primeiro dia que sentou na cadeira do Palácio.  Esses dois papéis se confundem e confundem ainda mais a população. Perde a credibilidade. Neste momento precisamos que nossos governantes tenham credibilidade, para que as pessoas respeitem aquilo que foi colocado e acho que ele perdeu muito isso”, pontuou.

CPI DA COVID

Sobre a CPI da Covid no Senado,  que que vai investigar ações e eventuais omissões do governo federal em meio à pandemia, além de fiscalizar recursos da União repassados a estados e municípios,  Kim Kataguiri afirmou que existe um erro de boa parte dos veículos de comunicação em dizer que o Supremo obrigou o Senado a abrir Comissão Parlamentar de Investigação. Segundo o deputado, o que houve foi o reconhecimento do ministro Luís Roberto Barroso de uma jurisprudência que já existia e, como o número de assinaturas já havia sido alcançado, o presidente do Senado estava prevaricando ao sentar em cima do pedido de CPI.

“A CPI é um direito das oposições dentro dos Parlamentos. A partir de que se tem um número de assinaturas  e fato determinado, gera jurisprudência e o presidente da Casa é obrigado a abrir a CPI, mesmo porque se a comissão dependesse do aval e da análise de conveniência política do presidente da Casa, nunca haveria CPI de governo nenhum, porque  sempre tem maioria. O governo só perde maioria quando vai cair, sofrer um impeachment.”

Kataguiri disse acreditar que a  CPI pode resultar, eventualmente,  até a prisão do presidente da República, juntamente com o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. “Houve uma série de crimes cometidos durante a pandemia, um amplamente divulgado que foi a não resposta ao Instituto Butantan, quando fez uma oferta de vacina ao governo federal. O Ministério da Saúde simplesmente não respondeu. Não é que tenha negado por algum problema na vacina ou questão orçamentária. O governo simplesmente não respondeu. A omissão é criminosa. Tem também a questão da falta do oxigênio em Manaus. O governo federal sabia há três meses e também se omitiu. Houve não só de omissões, mas também de ações.  A compra superfaturada de cloroquina e a distribuição ilegal, que trouxe prejuízos milionários aos cofres públicos”, destacou.

 

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