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Deputados apuram denúncia de irregularidade em contratação de contêiner no IML de Santo André

Deputados apuram denúncia de irregularidade em contratação de contêiner no IML de Santo André
Parlamentares estiveram no IML para apurar a contratação de  contêiner no valor de R$ 22.500 para armazenar temporariamente corpos de vítimas de covid-19. Foto: Divulgação

Os deputados estaduais que integram o PDO (Parlamentares em Defesa do Orçamento) estiveram na última semana no Instituto Médico Legal (IML) de Santo André para apurar denúncia sobre contratação de um contêiner no valor de R$ 22.500 para armazenar temporariamente corpos de vítimas do novo coronavírus.

O PDO, que tem o objetivo de prestar contas à população dos gastos públicos, é formado pelos deputados Sargento Neri (Avante), Márcio Nakashima (PDT), Coronel Telhada (PP), Adriana Borgo (PROS), Leticia Aguiar (PSL), Coronel Nishikawa (PSL), Ed Thomas (PSB), Conte Lopes (PP) e Tenente Coimbra (PSL).

Segundo o PDO, sob o argumento de aumento expressivo no número de mortes pela doença, o IML fechou um contrato no valor total de R$ 390 mil para distribuir contêineres em vários municípios da Capital, litoral e interior do Estado.
“O médico legista de Santo André estava em ati­vidade na academia de polícia e, por este motivo, os deputados apuraram junto a funcionários – que terão a identidade preservada -, que o IML local tem capacidade para armazenar até oito corpos e dificilmente se atinge este número”, afirma nota do grupo.

Segundo os parlamentares, o contêiner chegou há uma semana, mas ninguém teria recebido qualquer tipo de instrução.

Os deputados afirmaram que “mais uma vez, trata-se de má gestão dos recursos públicos, até porque não compete ao IML atestar mortes pelo covid-19. Ao Instituto cabe atender apenas os casos de mortes violentas ou suspeitas”.

Os parlamentares ava­liam que a locação de contêiner é mais um gasto desnecessário, cujo dinheiro poderia ser utilizado na reforma do IML, na compra de equipamentos e na valorização dos profissionais. Os parlamentares solicitarão esclarecimentos à Se­cretaria de Estado da Saúde.

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