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De olho nos juros dos EUA, dólar cai 0,91%, a R$ 5,023, e Bolsa sobe 0,67%

De olho nos juros dos EUA, dólar cai 0,91%, a R$ 5,023, e Bolsa sobe 0,67%
Em junho, o dólar soma perdas de 3,87% frente ao real e no ano, de 3,20%. Foto: Marcello Casal Jr./ABr

O dólar manteve a ten­dência iniciada na semana passada e fechou nesta segunda-feira (21) em queda de 0,91%, cota­do a R$ 5,0227 na venda. É o segundo valor mais baixo alcançado pela moeda norte-americana neste ano, perden­do apenas para os R$ 5,0225 da última quinta-feira.

O Ibovespa, principal ín­dice da Bolsa de Valores bra­sileira, registrou alta de 0,67%, aos 129.264,96 pontos, voltando ao patamar dos 129 mil pontos depois de três pregões.

Em junho, o dólar soma perdas de 3,87% frente ao real, enquanto o Ibovespa tem va­lorização de 2,42%. O cenário é semelhante em 2021, com a moeda norte-americana em queda acumulada de 3,20% e a Bolsa, em alta de 8,61%.

O fator principal para a melhora foi a queda da moeda americana no exterior, em meio ao reforço dos dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de que a política monetária dos EUA seguirá sem mudanças por mais algum tempo. Declarações da presidente da regional de St. Louis, James Bullard, tiveram repercussão ainda maior, na medida em que ele moderou o tom do que havia falado na sexta-feira, quando previu alta de juros ao final de 2022.

Juros mais altos nos EUA tendem a favorecer a moeda americana com o ingresso de recursos de investidores que buscam retornos mais altos e, ao mesmo tempo, segurança.

CENÁRIO DOMÉSTICO

No mercado doméstico, o saldo forte da balança comercial em junho e a perspectiva de votação na Câmara da medida provisória – que acabou aprovada – a qual cami­nho para a privatização da Eletrobras também ajudaram o câmbio, em meio a relatos de entrada de fluxo e volta do desmonte de posição con­tra a moeda brasileira no mercado futuro, após o reforço da semana passada.

O mercado financeiro ele­vou de 6,25% para 6,50% ao ano a previsão para a Selic no final de 2021, segundo pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central. Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a expectativa para este ano subiu de 5,82% para 5,90%.

Na semana passada, o BC promoveu a terceira alta consecutiva de 0,75 ponto porcentual da taxa Selic, a 4,25%, e anunciou a intenção de dar sequência ao aperto monetário com uma nova alta de pelo menos igual magnitude em seu próximo encontro.

Um maior diferencial entre os juros básicos do Brasil e os de países de economias avançadas tende a beneficiar o real.

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