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De em olho em 2020, Taka tenta reaproximação com Marcel Soffner

Enquanto Taka declarou neutralidade, Soffner apoiou Michels no segundo turno. Fotos: Eberly LaurindoO candidato derrotado a prefeito de Diadema e secretário de Obras de Ribeirão Pires, Taka Yamauchi (PSD), estaria tentando reaproximação com o secretário de Defesa Social de Diadema, coronel Marcel Soffner (PTC), que foi candidato a vice-prefeito na chapa de Taka. Segundo fontes próximas ao social-democrata, o objetivo seria retomar a parceria firmada em 2016.

O movimento teria irritado o núcleo duro do governo do prefeito Lauro Michels (PV), que contou com o apoio de Soffner no segundo turno e retribuiu nomeando o ex-comandante do 24º Batalhão de Polícia Militar da cidade para o primeiro escalão. Na segunda etapa do pleito, Taka optou pela neutralidade e não apoiou nem Michels nem o candidato derrotado, ex-vereador Wagner Feitoza, o Vaguinho do Conselho (PRB).

Oficialmente, Taka nega que tenha procurado Soffner. “Tomei uma posição diferente no segundo turno, de não apoiar nenhum candidato. O Vaguinho, porque não acho que teria experiência suficiente para fazer um bom governo; o atual prefeito, porque não apoio esse governo e continuo não apoiando”, declarou.

Taka, que é presidente do PSD em Diadema, atacou Lauro Michels e afirmou que “este governo continua não fazendo nada”. “Respeito muito o coronel Soffner. Tenho grande carinho por ele, pela sua família. Porém, acho que politicamente foi uma escolha errada”, completou.

Procurado, o coronel Soffner fez questão de frisar que não há nenhum interesse em deixar a atual administração. “Tive muito mais espaço durante a campanha no segundo turno do que no primeiro. Pude falar com as pessoas, sentir o clima com o eleitorado, coisa que não consegui na primeira parte”, pontuou.

“Já tinha grande afinidade com o prefeito Lauro Michels, desde que fui comandante do 24º Batalhão de Polícia Militar e institucionalmente sempre contei com o apoio da prefeitura. O mais importante agora é que vamos construir uma trajetória sólida para o bem da cidade, trazendo pessoas técnicas para a área de segurança e desenvolvendo um bom trabalho”, destacou.

Para Soffner, a aproximação com Michels não ocorreu ainda no primeiro turno por “falta de oportunidade e imaturidade política” de sua parte.

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