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Custo de vida na Grande São Paulo registra alta de 0,91% em fevereiro

Custo de vida registra alta de 0,91% em fevereiro
Alta nos preços dos alimentos pesou mais para os mais pobres. Foto: Tânia Rego/ABr

Com alta expressiva de 1,02% em fevereiro, os preços de alimentos e bebidas ajudaram a puxar o aumento de 0,91% no custo de vida das famílias na Região Metropolitana de São Paulo em relação a janeiro, mostra a pesquisa Custo de Vida por Classe Social (CVCS) da Fe­deração do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação do grupo de alimentos já é de 12,45%. O custo de vida, por sua vez, também esteve inflacionado no mesmo período: 5,09%.

A elevação nos preços dos alimentos tem como principal consequência o aumento muito maior do custo de vida para os estratos inferiores do que para os que estão nos superiores. Nos últimos 12 meses, essa diferença entre as classes E e A foi de 3,42 pontos porcentuais: enquanto o custo das famílias mais pobres subiu 7,31% no período, essa alta foi de 3,89% para os mais ricos.

O impacto maior, no entan­to, foi para a classe D, que teve elevação do custo de vida de 7,54% no acumulado do ano. A variação foi 5,39% para a classe C e 4,02% para a classe B.

Para a FecomercioSP, em um momento de crise, são as famílias mais pobres que gastam mais com alimentação em proporção à renda que possuem.

Essa explicação é corrobo­rada pelos dados da pesquisa: no acumulado dos últimos 12 meses, o custo de alimentação nos estratos inferiores subiu 7,5 pontos porcentuais a mais do que o dos estratos mais altos: enquanto essa alta alcançou 17,44% para a classe E, foi de 9,89% para a classe A – a maior diferença entre todas os grupos analisados.

Em fevereiro, além de alimentos e bebidas, os grupos que colaboraram significativamente para puxar a alta do custo de vida das famílias foram o de educação (2,47%) e o de transportes (1,7%). Para a Fecomer­cioSP, enquanto o primeiro passa por pressão pontual, resultado do reajuste dos cursos regulares (3,08%) no começo do ano letivo, o segundo se deve a uma conjunção de fatores, principalmente câmbio e commodities, que impactaram no preço do etanol (9,04%), da gasolina (6,14%) e do óleo diesel (3,43%).

No acumulado do ano, depois do grupo de alimentação, o que mais se destaca é o de artigos do lar, que registra inflação de 9,75%. Esse aumento se deve à demanda das pessoas por itens domésticos em meio ao recrudescimento das medidas de isolamento impostas pelas autoridades no momento que o país vive o auge da pandemia de covid-19.

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