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Criador de Fofão e Patropi, Pessini morre aos 72 anos

Orival Pessini lutava contra um câncer no baço. Foto: Divulgação

Criador de personagens como Fofão e Patropi, o humorista Orival Pessini morreu na madrugada desta sexta (14), no hospital São Luiz, em São Paulo. Ele tinha 72 anos e lutava contra um câncer no baço. Estava internado naquele lugar havia duas semanas.

Rei dos bordões e dos personagens mascarados, o ator nasceu em 1944, em São Paulo, e iniciou a carreira na televisão nos anos 1960, na TV Tupi. Na década seguinte, na Rede Globo, fez no programa “Planeta dos Homens” os macacos Charles e Sócrates, que falavam coisas filosóficas da forma mais ridícula possível.

Em 1983, coadjuvante do “Balão Mágico”, na Globo, criou seu personagem mais conhecido: Fofão, alienígena das grandes bochechas e do macacão jeans. Ganhou a própria atração na Band em 1986 e se somou ao palhaço Bozo no panteão dos personagens mais lembrados da década.

Com nariz de porco, pelos de urso, bochecha de São Bernardo e jeito de palhaço, Pessini dizia que havia se inspirado em “E.T.”, de Spielberg. O personagem continuou no ar até 1997, na TV Gazeta.

Outro de seus tipos famosos, o Patropi era uma sátira aos bichos-grilos. Com ele, o humorista ecoou o bordão “Sei lá, entende?” em humorísticos da Globo e da Record.

Pessini também foi o homem por trás das máscaras de Clô, do rabugento Ranulpho e do locutor esportivo Juvenal (do bordão “numa velocidade”).

Sem máscara, o ator participou da minissérie “Amores Roubados” (2014), da Globo, e de “Carrossel – O Filme”.

Nos últimos anos, ensaiava um retorno do Fofão e planejava relançá-lo em jogos para tablets e desenho animado. O projeto deu lugar ao DVD “Fofão Forever”, lançado no fim do ano passado.

Neste ano, quando um integrante da carreta Furacão, conjunto de adultos fantasiados, planejou ir a um protesto contra Dilma vestido de Fofão, Pessini vetou: “É uso indevido de imagem”, afirmou.

Divorciado, Pessini deixa filho e três netas. Foi enterrado no Cemitério Gethsêmani, na zona oeste de São Paulo.

A cantora Simony, que começou sua carreira no “Balão Mágico”, lamentou a perda, em seu perfil numa rede social: “Vai com Deus, meu amigão, meu eterno Fofão”.

Em sua página no Facebook, o empresário de Pessini, Alvaro Gomes compartilhou um texto de homenagem ao humorista que “fez várias gerações de brasileiros sorrirem com seus personagens.”

Arrematou: “Estamos tristes mas… Sei lá, entende?”

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