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Crescem os roubos a banco e de cargas no primeiro trimestre no Estado

Mágino Barbosa responsabilizou chacinas recentes pelo aumento de vítimas de homicídios. Foto: Divulgação/SSPOs roubos a bancos e de carga, geralmente cometidos pelo crime organizado, cresceram no Estado de São Paulo no primeiro trimestre de 2017. No Estado, roubos de carga subiram 28% no primeiro trimestre deste ano, passando de 2.152 casos para 2.762. Já os roubos a banco subiram de 28 para 35, aumento de 25% no trimestre. Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria Estadual de Segurança Pública.

O crescimento acontece no momento em que brasileiros ligados à facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) são suspeitos de participar de um mega-assalto no Paraguai. Ao todo, foram roubados cerca de R$ 120 milhões no crime ocorrido nesta segunda (24).

Os latrocínios também tiveram forte alta, de 35%. De janeiro a março de 2016, foram 77 casos, contra 104 no mesmo período deste ano. A capital paulista também seguiu a mesma tendência, com crescimento de 26% (de 23 casos para 34). Os roubos em geral tiveram ligeira alta, de 3% – de 29.407 para 30.253.

O secretário de segurança de são Paulo, Mágino Barbosa, afirmou que a polícia tem feito prisões de quadrilhas de assaltantes. “É bom lembrar que em São Paulo a gente tem trabalhado com inteligência. No mês passado, tivemos a prisão de nove agentes preparados para praticar um assalto a uma empresa de transporte de valores”, disse.

Barbosa destacou que o crime realizado no país vizinho é similar a outros cinco casos no Estado. O secretário afirmou que a polícia paulista está à disposição para auxiliar nesse caso. “Também queremos informações deles porque podem ser úteis não só na prevenção como também para elucidação de casos que já ocorreram”, destacou.

Homicídios

Apesar da queda nos casos de homicídios nos primeiros três meses do ano, passando de 890 para 878, houve aumento no número de vítimas, que subiram de 917 para 942, 25 a mais ou 2,7%.

Barbosa responsabilizou chacinas recentes por esses números. “Depois de um bom tempo sem homicídios múltiplos, tivemos alguns casos no mês de março. Isso termina evidentemente puxando os indicadores”, afirmou o secretário.

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