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Cresce tensão entre Lauro e Marcos Michels por candidatura a deputado

Cresce tensão entre Lauro e Marcos Michels por candidatura a deputado
Marcos é pré-candidato e Lauro apoia Márcio da Farmácia. Foto: Arquivo

A definição das candidaturas da eleição deste ano ocorre apenas em agosto, mas já é grande a movimentação por apoio a pré-candidaturas.

Em Diadema, a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa tem criado tensão entre o presidente da Câmara, Marcos Michels (PSB), e o prefeito Lauro Michels (PV). Com aval do presidente estadual do partido, governador Márcio França, Marcos Michels é pré-candidato a deputado estadual, mas o governo aposta no nome do vice-prefeito Márcio Paschoal Giudício, o Márcio da Farmácia (Podemos), e cobra o aglutinamento de forças em torno de um candidato único governista.

Na última quarta-feira (25), durante entrega de Título de Cidadão Diademense a Márcio França, era grande o clima de constrangimento entre os Michels, que são primos, ao falar sobre a eleição. Para o prefeito, Marcos Michels precisa ter sensibilidade e reconhecer que foi com o apoio do governo que “chegou aonde chegou”.

Para o presidente do Legislativo, concorrer a deputado estadual este ano havia sido acordado em 2014, quando abriu mão da candidatura por um nome único do governo, também naquela ocasião, Márcio da Farmácia.

“O Marcos tem de entender que veio de um grupo dissidente do meu. O ajudei muito na eleição, na presidência do partido, na presidência da Câmara. Gosto muito dele e tenho certeza que vai ter a sensibilidade que entender que a soma dos fatores dá um resultado positivo para a cidade”, declarou o chefe do Executivo.

“Hoje o Márcio (da Farmácia) está em um partido que com 45 mil votos, 50 mil votos, é (eleito) deputado. Diadema necessita de um deputado estadual e o Marcos está em um partido que tem 14 deputados”, pontuou, citando a dificuldade que o socialista pode ter para se eleger.

Marcos Michels, por sua vez, refuta o entendimento de que está em um grupo dissidente. “Todos que estão comigo, até este momento, que eu saiba, fazem parte do governo. Não vou aceitar que é a minha pré-candidatura que está dividindo a Câmara”, declarou.

Apoio

Parlamentares governistas do DEM, do PPS e até do PV, partido do prefeito, já declaram apoio a Marcos. Sobre os votos necessários para se eleger, o presidente da Câmara destaca que sem a definição sobre as coligações, o cenário é incerto. “Isso só vai estar claro a partir do dia 20 de julho. Muita coisa vai acontecer. Estou trabalhando dentro dos cuidados e não estou conversando com ninguém que não faz parte do governo”, ressaltou.

Para o presidente do Legislativo, a candidatura à reeleição do governador e a chance do PSB ter também um candidato à Presidência da República situa o partido em um bom momento na política como um todo. “Chegou o momento do PSB. O partido já teve um momento especial em Diadema e hoje tenho certeza que chegou o momento especial do PSB no Estado e vamos ter novidades, um candidato do PSB a presidente e isso vai fazer muita diferença”, destacou.

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