Diadema, Política-ABC

CPI realiza primeira vistoria em Diadema

Vereadores conferiram as obras realizadas em duas escolas. Foto: DivulgaçãoO presidente e o relator da Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) da Câmara de Diadema, que apura possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Obras e Serviços com a empresa Mendonça e Silva Construção e Reforma Ltda., estiveram na tarde de ontem (26) vistoriando duas escolas que passaram por intervenções. Os vereadores Sergio Ramos da Silva, o Companheiro Sérgio (PPS), e Josemundo Dário Queiroz, o Josa (PT), estiveram nas escolas Santo Dias e Devanir José de Carvalho.

Acompanhados por funcionários das secretarias de Obras e Educação, como o diretor de Obras Heitor Piccinini Filho, o engenheiro Ricardo Shigueiro e a assistente da secretária de Educação, Elaine Mello, os parlamentares estavam com uma planilha onde apareciam os serviços que deveriam ser executados, e procuraram identificar nos prédios a confirmação física das obras.

Na EMEB Santo Dias, no bairro Canhema, as intervenções foram feitas nos telhados. “Precisamos de outros documentos, que já foram solicitados. As ordens de pagamento, onde está realmente determinado pelo que a prefeitura pagou. Essas são visitas prévias. Uma vez que estivermos com toda a documentação, vamos voltar e refazer esse processo”, explicou Josa.

Na avaliação dos parlamentares, não era possível afirmar com certeza quais foram as intervenções realizadas na unidade escolar. “Sem a documentação que precisamos, que aponta exatamente oque foi executado, é complicado, porque já faz mais de dois anos. O que vimos é que em uma das alas foi aplicado manta no telhado e não troca de telhas. São essas coisas que precisamos confirmar”, destacou Josa, referindo-se à escola Santo Dias.

Vistoria

Mais tarde, na escola Devanir, no bairro Piraporinha, a vistoria foi feita na ala que foi atingida por um incêndio, no ano passado. A mesma empresa foi chamada por meio de carta-convite – ao todo, os contratos, todos por meio de carta-convite, somam quase R$ 1 milhão – e realizou a reforma nas salas queimadas. “Aqui já é bem mais fácil, vimos como ficou na época do incêndio, é claro que muita coisa foi feita”, declarou Sérgio.

O que chamou a atenção dos vereadores foi a confirmação, por parte das diretoras, de que quem acompanhava as obras era o sogro do proprietário da empresa, Rosalvo Santos França. Apesar de não constar como sócio nos documentos, era França quem acompanhava as intervenções e também pressionava a administração no caso de atrasos nos pagamentos.

“O dono da empresa (Orisvaldo José da Silva) não quis falar o nome dele no dia em que depôs. Porém, vai ficando claro que será muito interessante que essa pessoa também preste esclarecimentos”, pontuou Josa. Os representantes da administração saíram sem falar com a imprensa. O sogro de Silva deve ser convocado para depor nas próximas reuniões da CPI.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*