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CPI da Merenda termina sem citar políticos e com detidos

A sessão que encerrou a CPI da Merenda na Assembleia Legislativa de São Paulo, na manhã de ontem (13), foi marcada por confusão entre policiais e estudantes que foram retirados do plenário. Por 6 votos a 1, os deputados da base do governo Geraldo Alckmin (PSDB) aprovaram o relatório final que indiciou membros da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar), dois servidores da Assembleia e um ex-chefe de gabinete da Casa Civil. O texto isentou políticos.

Um dos citados por delatores da Operação Alba Branca, deflagrada em janeiro deste ano, é o presidente da Assembleia, Fernando Capez (PSDB). A CPI concluiu que não havia indícios de participação dele no esquema.Jéter Rodrigues Pereira e José Merivaldo dos Santos, ex-assessores do gabinete de Capez, foram indiciados sob suspeita de terem recebido dinheiro de contratos entre a Coaf e o governo estadual para fornecimento de suco de laranja para a merenda. O valor total dos contratos era de R$ 11,4 milhões.

Também foi indiciado o ex-chefe de gabinete da Casa Civil Luiz Roberto dos Santos, o Moita –exonerado da secretaria um dia antes de a Alba Branca ser deflagrada. É apontado como suspeito de ter usado seu cargo para interferir em favor da Coaf. Os três negam ilegalidades.

As fraudes na merenda continuam em apuração no Tribunal de Justiça –que tem atribuição para investigar Capez, devido ao foro especial.

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