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CPI da Habitação perde força em Diadema

Apesar da decisão do governo em orientar a base aliada a protocolar o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Diadema para apurar possíveis irregularidades na concessão de unidades habitacionais na cidade, os vereadores situacionistas ainda estão resistentes à ideia. O temor de mal estar entre os parlamentares tem sido assunto recorrente nas reuniões da bancada.

A instalação da CPI foi cogitada após o Diário Regional revelar, em 31 de março, que parentes do vereador Sergio Ramos da Silva, o Companheiro Sergio (PPS), seriam beneficiados com unidades habitacionais.

O vereador trabalhou na Secretaria de Habitação entre 2013 e 2016 e nega qualquer tipo de favorecimento. Os cadastros foram documentados em 2013, mas segundo alega o parlamentar, que também era presidente de uma associação de luta por moradia, as famílias já aguardavam pelo imóvel há pelo menos cinco anos.

Sem conseguir emplacar a CPI, o governo deve dar andamento à auditoria nos contratos da Secretaria de Habitação e caso seja identificado algum indício de irregularidade, os documentos devem ser enviados para o Ministério Público. “Neste momento, sem governabilidade, sem maioria, seria mais inteligente evitar um embate”, afirmou uma fonte próxima ao prefeito Lauro Michels (PV).

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