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CPI da Câmara de Diadema estuda intimar empresário a apresentar documentos

Proprietário da empresa, Orisvaldo José da Silva (esq.), não enviou declaração de imposto de renda. Foto: DivulgaçãoA Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Diadema, que investiga supostas irregularidades em contratos de manutenção escolas firmados pela Secretaria de Educação com a Mendonça e Silva Construção e Reforma Ltda., estuda usar os meios jurídicos legais para obtenção de documentos sobre a empresa. O proprietário da Mendonça e Silva, Orisvaldo José da Silva, não apresentou a documentação que foi solicitada pelos parlamentes na ocasião de seu depoimento, realizado em 5 de maio.

“Pedimos as declarações de imposto de renda.Solicitamos também o registro do engenheiro que foi apresentado apenas como Edson, que seria o responsável técnico na época das obras. Nada disso foi entregue. Temos a prerrogativa de pedir que um juiz determine a entrega e é o que faremos se for necessário”, explicou o relator da CPI, vereador Josemundo Dario Queiroz, o Josa (PT).

Segundo o parlamentar, também não foi possível, ainda, identificar quem é o sogro de Silva, apontado pelo empresário como o responsável pela parte financeira da empresa. “Temos nos empenhado em descobrir a identidade dessa pessoa, que ao que tudo indica, tem muitas informações para nos passar”, destacou Josa.

Presidente da CPI, o vereador Sérgio Ramos da Silva, o Companheiro Sérgio (PPS), informou também que na próxima sexta-feira (26) serão realizadas diligências em três escolas que passaram por obras executadas pela Mendonça e Silva: Escola Municipal de Educação Básica Devanir José de Carvalho, Emeb Santo Dias da Silva e Emeb Professora Fabiola de Lima Goyano. “Vamos até os locais para ver quais obras foram executadas, e se tudo foi feito a contento, para fiscalizar”, pontuou.

Secretários

No último dia 12, os secretários de Educação, Tatiane Ramos, e de Serviços e Obras, José Marcelo Marques, prestaram esclarecimentos à comissão. Ambos negaram que tenha havido qualquer irregularidade. A CPI investiga por que uma empresa sem experiência prévia em contratos públicos e com apenas um ano de existência ganhou a concorrência em cartas-convite que somaram repasse de quase R$ 1 milhão.

O dono da empresa foi o primeiro a depor, mas esclareceu pouco do que foi perguntado. O empresário alegou que não cuidava nem da parte técnica, que ficava a cargo de um engenheiro que não identificou, nem da parte financeira, como cálculo de lucros, que ficava sob responsabilidade do sogro, que também não foi identificado por Silva. O empresário deve ser convocado novamente a depor.

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