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CoviData identifica 490 casos suspeitos no ABC

CoviData identifica 490 casos suspeitos no ABC
Em oito dias, 3,6 mil pessoas responderam ao questionário proposto em plataforma criada pela UFABC. Foto: Reprodução

A Universidade Federal do ABC e o Consórcio Intermunicipal apresentaram, na manhã desta quinta-feira (7), o primeiro balanço do CoviData, plataforma criada pela UFABC para mapear a evolução do novo coronavírus na região e ajudar as sete prefeituras a identificar casos suspeitos da doença.

Desde o lançamento da ferramenta, no dia 29 de abril, 3.579 pessoas responderam o questionário. Os dados foram tratados para remoção de inconsistências e duplicatas, o que levou ao total de 1.201 triagens de moradores do ABC, das quais 490 foram classificadas como casos suspeitos de covid-19.

Segundo relatório preliminar, que está disponível para consulta no site da plataforma (covidata.ufabc.edu.br), foram identificados 204 casos suspeitos em Santo André, 165 em São Bernardo, 48 em Mauá, 35 em Diadema, 17 em São Caetano, 15 em Rio Grande da Serra e seis em Ribeirão Pires.

A UFABC também distribuiu os casos por bairros. Segundo a professora Fernanda Almeida, coordenadora do projeto, as dispersões são semelhantes a dos casos confirmados, divulgada pelas prefeituras.

“A distribuição está muito próxima dos dados apresentados pelas secretarias de Saúde, mas também identificamos dispersão em bairros onde não parecia haver muitos casos”, afirmou Fernanda, durante entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, por meio de videoconferência.

O questionário inclui perguntas sobre sintomas (febre, dores no corpo, tosse, dificuldade de respiração), comorbidades (diabetes, hipertensão) e se houve contato com pessoa infectada. A partir das respostas dadas ao CoviData, o sistema classifica os usuários em qua­tro grupos: os que não são suspeitos de estarem contaminadas (cor verde) e os suspeitos com sintomas le­ves (amarelo), moderados (la­ranja) e graves (vermelho).

Caso identifique as respostas como sendo de caso suspeito, a plataforma leva o usuário a um cadastro, que solicita dados de localização e fornece uma relação das unida­des de saúde mais próximas. As informações serão encaminhados às sete prefeituras, que poderão abordar os respondentes e oferecer atendimento.

“O intuito é aprofundar o levantamento. Vamos à casa dessas pessoas investigar se as informações procedem e, em último caso, realizar o teste para saber se estão contaminadas”, afirmou o prefeito de Rio Grande da Serra e presidente do Consórcio, Gabriel Maranhão (Cidadania).

O secretário executivo do Consórcio, Edgard Brandão, explicou que boa parte dessas pessoas não aparece nas estatísticas das prefeituras de casos suspeitos ou confirmados, porque ainda não procuraram a rede de saúde. Nos próximos dias, o CoviData deve ganhar atualização para permitir, também, a identificação de pessoas que já foram diagnosticadas com o novo coronavírus.

DADOS

Fernanda afirmou que o CoviData teve questionários respondidos por pessoas de várias regiões do país e várias partes do mundo. “A adesão surpreendeu, porque a plataforma recebeu respostas do Oriente Médio, da Europa, dos Estados Unidos e de países da América do Sul”, revelou.

Do total de 490 casos suspeitos identificados no ABC pelo CoviData, 208 (42,4%) são homens e 282 (57,6%), mulheres. Os dados revelam ainda que 257 casos (52,5%) concentram-se na faixa entre 20 e 40 anos. “Isso mostra que os jovens também estão sendo infectados, diferentemente do que se imaginava no início, que a pandemia atingiria apenas os idosos”, disse Brandão.

Segundo balanço publicado na manhã desta quinta-feira pelo Consórcio, o ABC tem 2.413 casos confirmados de covid-19 e 231 mortes.

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