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Covid – Ribeirão Pires confirma 19 mortes na fila de espera por leito

Consórcio ABC ainda não enviou recursos para o hospital de campanha. Foto: Divulgação/PMETRP
Consórcio ABC ainda não enviou recursos para o hospital de campanha. Foto: Divulgação/PMETRP

A Prefeitura de Ribeirão Pires informou nesta segunda-feira (22) que 19 pacientes com covid-19 morreram na fila de espera por leitos no sistema Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde), do governo do Estado. Segundo a administração municipal, entre sexta-feira (19) e domingo (21), a cidade registrou mais 11 mortes de pacientes com coronavírus que aguardavam vagas em outras cidades.

“Na sexta-feira foram registradas quatro mortes: três homens de 46, 63 e 66 anos, e uma mulher de 41 anos. No sábado, mais quatro pessoas morreram: dois homens 63 e 81 anos, e duas mulheres 65 e 68 anos. Já no domingo, outros homens de 43, 50 e 76 anos foram a óbito”, afirmou em nota a prefeitura, ao destacar que nesta segunda-feira, 23 pessoas aguardavam leitos em Ribeirão Pires, sendo que 15 precisam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O colapso na saúde de Ribeirão Pires foi anunciado pelo prefeito Clóvis Volpi em 9 de março, quando o hospital de campanha atingiu 100% de ocupação.

A situação do equipamento exclusivo para pacientes com covid é gravíssima, já que o convênio que previa repasses para manutenção se encerrou em 28 de fevereiro. Apesar das solicitações de recursos tanto ao governo federal como municipal, não houve sinalização sobre recursos para manter o hospital de campanha. “O go­verno municipal aguarda os 10 leitos de UTI prometidos pelo Estado e a liberação de verba (R$ 700 mil) desde janeiro pelo governo federal”, destacou a administração municipal.

Em 27 de fevereiro, Volpi anunciou que havia conseguido aporte junto ao Consórcio ABC para manter o hospital de campanha por pelo menos mais 30 dias. Questionada sobre a chegada dos recursos, a prefeitura informou que até o momento “o Consórcio Intermunicipal do ABC ainda não concretizou a ajuda prometida”. Sem recursos, no último dia 12 Volpi decretou estado de calamidade pública no município.

Em meio à falta de leitos e ao caos na saúde, o secretário de Saúde de Ribeirão Pires, Audrei Rocha, reiterou que as pessoas respeitem a quarentena. “Triste realidade. Precisamos que as pessoas que estão saindo para festas, passeios e outros, observem a dor dessas famílias, pois se não colaborarem poderão ser os próximos a ter covid. Por favor, fiquem em casa. Solidarizo-me também com os familiares que perderam seus entes nesse momento”, disse Rocha.

OUTRAS CIDADES

Ao todo, o ABC registra 28 óbitos de pacientes com covid na fila de espera por leito no sistema Cross, segundo informações das prefeituras. São Bernardo, Santo André e São Caetano informaram que não há registro de mortes de pa­cientes aguardando vaga.

A Secretaria de Saúde de Santo André destacou que a ocupação de leitos de enferma­ria de equipamentos públicos e privados está em 91% e de UTI, em 90%. São Bernardo informou que até as às 15h desta segunda-feira a ocupação dos leitos de UTI estava em 98% e de enfermaria em 89%. Aguardavam na fila de espera da Central de Regulação de Serviços de Saúde (Cross), 69 pacientes para vaga em enfermaria e 37 para vaga em UTI.

Diadema afirmou que, até o momento, a cidade registra quatro óbitos de pacientes que aguardavam em fila da Cross.por vaga de UTI Covid-19. Rio Grande da Serra informou que “há 14 pacientes aguardando leito de transferência e quatro esperando UTI. Tivemos três casos de óbito aguardando UTI, todas com comorbidades”.

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