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Covas prepara troca de secretários e ‘início’ de gestão sem a sombra de Doria

A vitória de João Doria (PSDB) em sua campanha para governador do estado marcou para o tucano Bruno Covas o início de um mandato inteiramente seu à frente da Prefeitura de São Paulo. Vice de Doria no município, ele herdou o cargo em abril após a saída do titular para disputar as eleições.

Covas, então, promoverá uma reforma nas secretarias da prefeitura, com a ideia de trocar diversos nomes e mesclar algumas pastas. A Prefeitura de São Paulo deve perder progressivamente as feições empresariais que ganhou com Doria para dar lugar a políticos. Dessa forma, Covas contempla o meio político no qual se criou e já começa a estabelecer relações tendo a reeleição em vista.

De saída, dois secretários próximos a Doria deixarão a gestão municipal: Filipe Sabará, de Assistência Social, que assumirá cargo no governo do estado (ainda não se sabe se como secretário ou como CEO de Assistência Social); e Wilson Poit, de Desestatização, que não aceitou convite do futuro governador para participar da administração estadual em pasta similar. Suas saídas serão anunciadas nesta segunda-feira (12).

Secretário da Casa Civil, o vereador Eduardo Tuma (PSDB) disputará a posição de presidente da Câmara Municipal e tem amplo favoritismo na disputa com Fernando Holiday (DEM). Dessa forma, também deixará seu cargo no final do ano.

O secretário de Comunicação Fábio Santos também deve deixar o posto para tocar projetos pessoais. Ele foi convidado para participar da estratégia de comunicação do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), mas não deve aceitar.

Covas ainda estuda nomes para todas essas pastas, e divide sua atenção em duas frentes. Por um lado, procura nomes de jovens tucanos, já que ele tem utilizado o mandato para promover novas lideranças no PSDB.

Por outro, planeja conversar com membros de sua base aliada para fortalecer suas relações políticas para a eleição de 2020.

Seguindo tendência evidenciada nas recentes eleições, o prefeito também quer reduzir secretarias para diminuir gastos e desburocratizar processos. Uma das pastas na mira é a de Desestatização.

Nesta segunda-feira (12), Doria foi perguntado pela rádio CBN se pretendia levar nomes da gestão municipal para o seu secretariado no governo do estado, e respondeu que sim, mas negou que Covas esteja rompendo um “cordão umbilical” com ele ao promover mudanças na equipe.

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