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Coutinho comanda vitória do Brasil sobre a Bolívia

Coutinho comanda vitória do Brasil sobre a Bolívia
Philippe Coutinho comemora um de seus dois gols na vitória brasileira no Morumbi. Foto: Pedro Martins/MoWA Press

A seleção brasileira na Copa América não será mais o time de Neymar, mas deve ser ago­ra o de Philippe Coutinho. O jogador do Barcelona assumiu a responsabilidade, fez dois gols e comandou a vitória da equipe sobre a fraca Bolívia por 3 a 0 ontem (14), na abertura da competição, no Morumbi. Mesmo sem ser brilhante, o Brasil começa a campanha com resultado positivo e um personagem disposto a ser protagonista.

O meia ajudou a salvar uma atuação pouco convincente. Cortado por lesão, Neymar fez falta pela criatividade e capacidade de atrair vários marcadores. A Bolívia conseguiu segurar a pressão pelo primeiro tempo e, apesar da total incompetência para levar perigo, mostra o quanto o Brasil precisa melhorar e mostrar mais intensidade.

Se jogar em casa já foi para o Brasil uma vantagem e em outros momentos, como na Copa de 2014, causa de nervosismo, na estreia na Copa América ser mandante pareceu um fator neutro. O estádio do Morumbi se coloriu de camisas amarelas e estava quase lotado, mas sem traduzir isso em pressão. O ambiente foi muito silencioso durante maior parte do jogo. Dos assentos era possível ouvir o barulho das divididas e dos gritos dos jogadores dentro de campo.

O comportamento frio do público ficou à altura do futebol ruim da seleção brasileira no primeiro tempo. Vestida de branco, a equipe cruzou mais de 20 vezes a bola na área, por falta de alternativas. O armador Philippe Coutinho errou muito, os pontas tentavam resolver sozinhos e bola girava ao redor da defesa boliviana sem rumo. Do campo não veio o incentivo para a torcida se inflamar.

A torcida só se manifestou no começo da partida ou por gritos homofóbicos contra o goleiro Lampe ou quando o árbitro encerrou o primeiro tempo. As fortes vaias pontuaram o quanto o Brasil estava abaixo do esperado. Foram pouquíssimas finalizações perigosas de um time nada empolgante.

A presença de dois volantes (Casemiro e Fernandinho) se mostrou uma cautela excessiva contra um adversário sem a menor ambição de atacar.

Os erros do Brasil acabaram corrigidos no segundo tempo graças ao árbitro de vídeo. Antes de a etapa final virar um drama pela falta de gols, a tecnologia assinalou toque de mão de Jusino na área, aos 4 minutos. O lance havia passado despercebido pelo árbitro Nestor Pitana. Coutinho pegou a bola e bateu no canto direito do goleiro para fazer 1 a 0.

Foi a senha para a retranca boliviana desmoronar e a vitória se consolidar. Logo depois, aos sete, a Bolívia deu espaço para Firmino servir para o pequenino Coutinho (1,72m) completar de cabeça para as redes. Com dois gols marcados tão rapidamente, o Brasil relaxou de vez. A obrigação estava cumprida, sem dar espetáculo. Restou ao Brasil nos mais de 40 minutos restantes administrar o jogo sem nem precisar ver o goleiro Alisson trabalhar.

Com a tranquilidade da vi­tória, a equipe ainda viu Everton entrar e anotar o dele. O ata­cante do Grêmio fez ótima jogada individual e concluiu a gol com um belo chute cruzado.
O Brasil voltará a campo pela Copa América na terça-feira, quando enfrentará a Ve­nezuela em Salvador.

 

BRASIL 3 X 0 BOLÍVIA

Gols: Coutinho, aos 4 e aos 7, e Everton, aos 39 do 2º tempo. Ár­bi­tro: Nestor Pitana. Estádio: Morumbi, em São Paulo, ontem.

BRASIL
Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís; Casemiro, Fernandinho e Coutinho; Richarlison (Willian), Firmino (G. Jesus) e Neres (Everton). Técnico: Tite

BOLÍVIA
Lampe; Bejarano, Haquin, Jusino, Marvin Bejarano; Justiniano, Saucedo (Wayar), Castro (Ramiro Vaca), Chumacero e Saavedra (Leonardo Vaca); Moreno. Técnico: Eduardo Villegas.

 

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