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Corregedor abre novo processo contra Dallagnol

Corregedor abre novo processo contra Dallagnol
Dallagnol participou de encontro secreto com representantes de bancos e investidores, segundo relato publicado pelo site The Intercept Brasil no último dia 26. Foto: Arquivo

O corregedor Nacional do Ministério Público (CNMP), Orlando Rochadel, abriu uma nova reclamação disciplinar para apurar a conduta do procurador da República Deltan Dallagnol, dessa vez pela participação em encontro secreto com representantes de bancos e investidores, segundo relato publicado pelo site The Intercept Brasil no último dia 26 Segundo o site, o procurador foi o destaque do evento, organizado em junho de 2018. Dallagnol terá dez dias para se manifestar sobre o caso.

Em nota, a assessoria da força-tarefa afirmou que o procurador esclarecerá ao CNMP que foi ao encontro com o propósito de debater o tema do combate à corrupção e cidadania e que o comparecimento foi gratuito. A nota também diz ser “leviana” “qualquer ilação” de que teriam sido fornecidas informações de caráter sigiloso no encontro.

“Qualquer ilação dos reclamantes de que teriam sido fornecidas informações de caráter sigiloso seria leviana e não tem amparo na realidade, o que pode ser facilmente verificado com qualquer dos presentes”, afirma a assessoria.

Na decisão, que atende a pedido feito pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), o corregedor afirma que a sociedade deve ter “plena convicção de que os membros do Ministério Público se pautam pela legalidade, mantendo a imparcialidade, evitando conflitos de interesse”.

Para Rochadel, o caso pode representar uma possível violação ao estatuto do Ministério Público, na parte que obriga os procuradores a “guardar segredo sobre assunto de caráter sigiloso que conheça em razão do cargo ou função”.

Dallagnol ainda é alvo de outro procedimento aberto pelo corregedor em julho, também instaurado com base no conteúdo de supostas mensagens trocadas entre ele e outros integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. Este caso foi aberto a partir de informação de que o procurador teria montado um plano de negócios de eventos e palestras para lucrar com a fama e contatos obtidos durante as investigações da Lava Jato.

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