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Corinthians empata com o Vitória no Barradão

Corinthians empata com o Vitória no Barradão
O Corinthians, de Rodriguinho, teve atuação apenas regular no Barradão. Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

Corinthians e Vitória não fizeram grande jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, ontem (25), no Barradão, mas o empate sem gols serviu para que o time paulista mantivesse a boa sequência invicta que carrega na temporada, chegando agora a cin­co partidas sem perder.
Antes de encarar o rubro-negro baiano, o Corinthians havia vencido em sequência Palmeiras (final do Paulistão), Fluminense (Campeonato Brasileiro), Independiente (Copa Libertadores) e Paraná (novamente pelo Brasileirão).

Sem Renê Júnior, que se lesionou no último treino antes da partida, Fábio Carille optou por escalar Ralf entre os titulares. Contudo, no final do primeiro tempo, o experiente volante de 33 anos sentiu fortes dores no ombro esquerdo depois de queda e precisou deixar o gramado para a entrada de Gabriel.

Em um primeiro tempo fraco tecnicamente, as melhores chances foram do Corinthians, que chegou bem próximo de abrir o placar com Rodriguinho, autor de nove gols no ano, em chute forte de fora da área. Romero também teve oportunidade em cruzamento de Clayson, mas não alcançou a bola.

No segundo tempo, o árbitro Braulio da Silva Machado entendeu que Gabriel recuou bola para Cássio e marcou tiro livre indireto para o Vitória. Juninho, porém, pegou mal na bola, que desviou na barreira e saiu para escanteio. Foi a melhor chance dos baianos.

O duelo em Salvador serviu para Fábio Carille dar ritmo de jogo a Emerson Sheik, fora dos dois últimos jogos do alvinegro por conta de um torcicolo. O veterano atacante, 39 anos, jogou pouco mais de dez minutos no Barradão.

Ainda não há data definida para a partida de volta. O próximo jogo do Corinthians é contra o Atlético-MG, domingo, no Independência, pelo Brasileiro. O Vitória também vai ao Independência, mas na segunda-feira, para visitar o América-MG.

Dilema

Roger não é o centroavante dos sonhos, mas parece ser um homem de área em quem Fábio Carille confia. O problema é que o técnico do Corinthians ainda não tem condições de integrá-lo ao time da melhor maneira.

O atleta de 33 anos não estava à disposição ontem, contra o Vitória, por exemplo, porque já defendeu o Internacional na Copa do Brasil e não pode vestir outra camisa na competição. Na Libertadores, só poderá ser inscrito caso a equipe confirme a classificação as oitavas de final.

Por isso, ainda que tenha a tentação de escalar o time com um camisa 9 típico no Campeonato Brasileiro, Carille sabe que não terá como repetir a formação nas outras competições. Uma delas, a disputa sul-americana, é a prioridade na temporada.

“Vou ter muito cuidado com isso porque, mexendo, talvez eu desmonte o esquema da Libertadores”, afirmou o técnico, que encontrou alternativa que tem dado certo, com o meia Rodriguinho fazendo o papel de atacante mais avançado.

“Desde a primeira vez que escalei o time assim, temos ficado muito satisfeitos. O entendimento foi ótimo. A chegada do Roger dá opção a mais. Podemos segurar o Jadson ou o Rodriguinho em algum jogo”, explicou Carille.

Só na pausa do calendário para a disputa da Copa do Mundo Carille avaliará a melhor formação para a sequência do ano, com Roger inscrito, imagina-se, no mata-mata da Libertadores.

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