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Coop quer dobrar para 80 número de drogarias no prazo de quatro anos

Valle:  “A drogaria começa a ser olhada como um negócio individual”. Foto: DivulgaçãoA Coop quer aumentar a presença de sua rede de drogarias. Atualmente, a cooperativa possui 42 unidades, das quais 30 no interior dos supermercados e 12 de rua, mas o objetivo é chegar a pelo menos 80 no prazo de quatro anos.

“A drogaria começa a ser olhada pela Coop como um negócio individual”, disse o presidente da cooperativa, Marcio Valle, durante entrevista exclusiva concedida ao Diário Regional. “Não será o foco principal de crescimento daqui para frente, mas se equipara ao dos supermercados.”

O plano de expansão consta de planejamento estratégico específico para o segmento drogaria, aprovado em abril depois que uma consultoria contratada no ano passado pa­ra rever o modelo de negócio concluiu seus trabalhos.

As drogarias mudaram seu status porque vêm ganhando cada vez mais importância dentro da cooperativa. Atualmente, o segmento representa 17% do fornecimento (faturamento) total da Coop e 40% do resultado (lucro/sobras). Não por acaso, o negócio passa a ganhar uma estrutura gerencial individualizada.

“O segmento de drogarias ganhou um gerente de negócios ainda ligado à Diretoria de Operações, mas é possível que, no médio prazo, passe a responder diretamente à presidência. Além disso, estamos individualizando a es­trutura, com operações, in­teligência de mercado, trade marketing e treinamento específicos”, explicou Valle.

Os trabalhos da consultoria resultaram ainda na ampliação do mix das drogarias, que cresceu 12%, saltando de 7 mil para 8 mil produtos. “Estamos levando mais itens de perfumaria, dermocosméticos e mercearia, sem infringir a legislação e extrapolar os limites da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Além disso, estamos aumentando o efetivo das unidades, para dar melhor atendimento e permitir a reposição do mix”, disse Valle.

Operação mais fácil

O executivo destacou ain­da que o negócio drogaria permite expansão mais barata, além de ser uma operação mais fácil. “Abrir um supermercado exige de R$ 10 milhões a R$ 15 mi­lhões, sem contar a aquisição do imóvel. Mesmo uma reforma requer investimento dessa ordem. No caso da drogaria, o valor é muito menor. Além disso, a operação é mais fácil, porque é focada apenas no preço baixo, enquanto nos supermercados a estratégia também leva em consideração o serviço oferecido”, revelou.

Outro fator que justifica o plano de expansão é o envelhecimento da população e o consequente aumento da demanda por novos medicamentos. “O negócio drogaria se beneficia de um panorama promissor de aumento da expectativa de vida no país.”

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