Brasileirão, Esportes

Contra o Galo, Corinthians tenta se reencontrar

Carille acredita que vaga na Libertadores requer 18 pontos. Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Não faz nem um ano, mas a vitória por 3 a 0 sobre o Atlético-MG, que decidiu o Campeonato Brasileiro de 2015, parece memória distante para os torcedores do Corinthians. A realidade atual é bem mais dura, e o que restou daquele time tenta reviver ao menos parte da magia experimentada em Belo Ho­rizonte em novembro.

O duelo de hoje (5) é em São Paulo, mas nem isso faz a formação paulistana favorita. O time dirigido interinamente por Fábio Carille vem de três derrotas seguidas no Nacional – duas delas em seu estádio –, tem a segunda pior campanha do returno e enfrentará adversário vivo na briga pelo troféu.

“Coloco o Corinthians favorito, sim. Tivemos um bom desempenho nos últimos jogos em casa”, disse Carille, antes de perceber que não estava convencendo nem a si mesmo. “Não há favorito em uma partida como essa.”

O time do Parque São Jorge tem muito pouco do Corinthians que se impôs em Belo Horizonte em 1º de novembro do ano passado. As diferenças começam no banco, onde não está mais sentado Tite.

Dos 11 jogadores escalados pelo gaúcho na ocasião, dois serão titulares hoje: Guilherme Arana e Rodriguinho. Ambos eram reservas em 2015 e só atuaram porque Uendel e Elias não estavam à disposição. Cristian e Lucca, que entraram no final da festa em Belo Horizonte, são opções de banco.

Libertadores

Sombra do time que destruiu seu principal adversário em uma campanha histórica, a formação alvinegra atual busca inspiração no passado recente para se reerguer. O objetivo não é tão ambicioso quanto era na última temporada, mas obter uma vaga na Copa Libertadores é uma meta possível.

Com a ampliação do número de vagas, a comissão técnica do Corinthians refez os cálculos em relação à briga pela classificação. Para Carille, o time jogará a competição se obtiver 18 dos 30 pontos que ainda tem a disputar no Brasileirão.

“Conversamos com o grupo. Passamos que, com 59 pontos, estaremos no G6”, afirmou Carille. “Isso pode mudar rodada a rodada, mas, hoje, estamos trabalhando com essa projeção.” Nessa matemática, o aproveitamento necessário nas dez rodadas finais é de 60%.

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