Esportes, Seleção Brasileira

Contra Argentina, Tite esboça seleção para a Copa América

Contra Argentina, Tite esboça time para Copa América
Arthur é o único titular do meio-campo hoje que não esteve no Mundial da Rússia. Foto: Pedro Martins/MoWA Press

A seleção brasileira terá o primeiro grande teste no ciclo para a Copa do Mundo de 2022 hoje (16), às 15h, quando enfrenta a Argentina no estádio King Abdullah, em Jeddah, na Arábia Saudita.

Pelo menos é assim que o amistoso contra os rivais é visto por Tite, que tem como objetivo principal a montagem do time para a Copa América de 2019.

Tanto é que, pela primeira vez desde agosto de 2016, quando assumiu o comando da seleção, o treinador não divulgou ontem de forma antecipada a escalação da equipe.

“Vou deixar esse componente (mistério). Não me sinto tão confortável, mas farei isso desta vez. Se não tenho os atletas definidos, não quero dar ao adversário a oportunidade de conhecer a escalação. Estamos testando novos nomes, novo esquema, então vamos deixar o adversário sem saber disso”, disse Tite.

O duelo é chamado de Superclássico das Américas. Em caso de empate, haverá disputa de pênaltis para definir o vencedor, que receberá troféu.

“Brasil e Argentina não tem friendly game (jogo amigável) nunca. Tem a característica da rivalidade, mas não pode trans­cender. São equipes que estão se reformulando, mas a Argentina seguramente não vai abrir mão de seus principais atletas, tampouco nós”, completou.

Apesar de fazer mistério, Tite escalará o que hoje é sua formação considerada principal. O técnico definiu a equipe após três vitórias em ritmo de treino em amistosos contra seleções de baixo nível técnico – Estados Unidos (2 a 0), El Salvador (5 a 0) e Arábia Saudita (2 a 0) – e mais de 28 jogadores utilizados neste novo ciclo. A base da equipe será a que disputou a Copa do Mundo.

Dos 23 convocados para o Mundial, nove não estão na Arábia Saudita: o zagueiro Pedro Geromel, os meios-cam­pistas Paulinho e Fernandinho, o goleiro Cássio e o atacante Taison, que ainda não foram chamados desde a eliminação na Copa, além do zagueiro Thiago Silva, dos laterais Fagner e Marcelo e dos atacantes Willian e Douglas Costa.

Fagner não foi convocado porque o Corinthians está na final da Copa do Brasil, e Marcelo foi cortado por lesão. Thiago Silva, Willian e Douglas Costa foram chamados para os dois primeiros amis­tosos, mas ficaram fora dos confrontos na Ásia. O último não foi convocado por indisciplina, após cuspir em um adversário em jogo da Juventus-ITA e receber suspensão.

Como não deverá fazer experiências, já que não vê o jogo como um simples amistoso, Tite usará a formação tática do duelo contra a Arábia Saudita. Assim, escalará um trio de jogadores com características de marcação e outro ofensivo.

Desta vez, o meio-campo deverá ter Casemiro, Renato Augusto e Arthur, o único do setor que não esteve no Mundial da Rússia. O jogador do Barcelona deve substituir Fred, que foi titular contra a Arábia Saudita, quando Tite aproveitou para fazer testes.

O setor ofensivo deverá ter Coutinho aberto pela direita, Neymar do lado esquerdo e Firmino centralizado. O atacante do Liverpool entraria na vaga de Gabriel Jesus, que começou diante dos sauditas e fez o gol que encerrou jejum de cinco jogos na seleção.

O sistema defensivo também terá como base o time da Copa. Na direita, a dúvida é entre Danilo e Fabinho. A linha de quatro ainda terá Marquinhos, Miranda e Filipe Luís, convocado para o lugar de Marcelo.

Dupla titular em boa parte das Eliminatórias, Marquinhos e Miranda voltam a iniciar um jogo após 11 meses.

 

BRASIL X ARGENTINA

Ár­bi­tro: Felix Brych (Alemanha). Estádio: King Abdullah, em Jeddah (Arábia Saudita). TV: Sportv.

BRASIL
Alisson; Danilo, Marquinhos, Miranda, Filipe Luís; Casemiro; Arthur (Fred), Renato Augusto, Coutinho; Firmino, Neymar. Técnico: Tite.

ARGENTINA
Romero; Saravia, Otamendi, Pezzella, Tagliagico; Battaglia, Paredes, Lo Celso, Dybala; Icardi, Lautaro Martínez. Técnico: Lionel Scaloni.

 

Com interino, Argentina tenta recomeçar contra o Brasil

Após o fiasco comandado por Jorge Sampaoli, que jogou sua fama de estra­tegista e disciplinador no ralo em menos de um mês de Copa do Mundo da Rússia, o inexperiente Lionel Scaloni foi o chamado para assumir a seleção argentina.

A mensagem oficial é que a escolha é interina, apenas até o final do ano, mas Scaloni nutre a esperança, estimulada pelo presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), Claudio Tapia, de se tornar permanente.

O argumento de auxiliares da Tápia nos bastidores, um deles ouvido pela Folha, é que os resultados são bons até agora. Contra quem? Sob o comando de Scaloni, a Argentina bateu Guatemala e Iraque e empatou com a Colômbia.

O maior desafio hoje (16), contra o Brasil, em Jeddah. É a partida em que Scaloni pode ganhar pontos para continuar. “Gosto desse rapaz. Acho que merece uma oportunidade”, disse o zagueiro campeão mundial em 1986 Oscar Ruggeri.

 

 

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*