Esportes, Futebol

Contra a Juventus-ITA, Neymar tenta se desprender da sombra de Lionel Messi

Garoto em Santos, Neymar jogava Play­Station e se escalava no Barcelona, ao lado de Lionel Messi. O sonho de atuar com o ídolo andava de mãos dadas com a profecia de que o brasileiro um dia seria o melhor do mundo.

A primeira parte foi conseguida em 2013, quando chegou à Espanha. Para ser escolhido pela Fifa, Neymar precisa se desprender da sombra de Messi. De preferência, em jogos como o de hoje (11), contra a Juventus-ITA, pelas quartas de final da Liga dos Campeões.

“(Neymar) já me disse várias vezes que sou seu ídolo. Fico sem jeito com isso. Somos amigos”, afirmou Messi, sobre o relacionamento no vestiário do Camp Nou.

Neymar precisa de mais jogos como a da virada nas oitavas de final, sobre o PSG-FRA. Na goleada por 6 a 1, o brasileiro fez dois e deu o passe para o gol decisivo nos acréscimos. Com a classificação em risco, assumiu a responsabilidade de cobrar faltas e pênaltis, papéis que são de Messi.

“Neymar é melhor que Messi. Messi não é uma liderança”, afirmou Carlos Dibos, ex-preparador físico da seleção argentina, após a vitória.

Desde 2007, quando Kaká foi eleito, o prêmio se transformou um clube exclusivo de Messi e Cristiano Ronaldo. Lionel venceu cinco vezes (2009, 2010, 2011, 2012 e 2015) e o português, quatro (2008, 2013, 2014 e 2016).

Neymar está entre os candidatos a acabar com o duopólio, juntamente com Griezmann (Atlético de Madrid-ESP), Lewandowski (Bayern de Munique-ALE) e Luis Suárez (Barcelona-ESP).

Para isso, é necessário conquistar títulos como astro da companhia – função que tem sido de Lionel Messi desde 2008. Pelo menos no número de gols, a discrepância é grande. Na temporada 2016-2017, o argentino fez 43 gols. Neymar anotou 15.

O título da Champions costuma ser preponderante na votação da Fifa. Nos últimos dez anos, sete vezes o melhor do mundo saiu do elenco campeão europeu.

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