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Consumidores do ABC vão gastar R$ 62,8 milhões na Black Friday

Consumidores do ABC vão gastar R$ 62,8 milhões na Black Friday
No país, organização estima que a Black Friday vai movimentar R$ 3,15 bilhões. Foto: Arquivo

Os consumidores do ABC vão desembolsar R$ 62,8 mi­lhões na edição deste ano da Black Friday, que será rea­lizada no próximo dia 29. O montante equivale a 5,6% do gasto projetado para o Es­­ta­do de São Paulo (R$ 1,1 bi­­­­lhão) na principal data do e-commerce brasileiro e uma das mais importantes do varejo no segundo semestre.

A estimativa foi divulga­­da ontem (11) pelo site organi­zador do evento (www.blackfriday.com.br) e ba­seia-se em dados das nove edições anteriores e no tráfego da página.

A organização do evento estima que a data movimente R$ 3,15 bilhões no país, com aumento de 21% em comparação ao projetado para o ano passado (R$ 2,6 bilhões). A projeção considera o faturamento da meia-noite de quinta até a meia noite da sexta-feira.

Desse total, o Estado de São Paulo deve responder por 36% e a região metropolitana, 4%.

No ABC, São Bernardo de­ve liderar os gastos na data, com R$ 24,69 milhões. Na se­quência aparecem Santo An­dré (R$ 24,568 milhões), Mauá (R$ 4,712 milhões), Diadema (R$ 4,418 milhões) e São Cae­tano (R$ 4,362 milhões). Não há projeções para Ribeirão Pi­res e Rio Grande da Serra.

“O Black Friday vem ba­tendo recordes de faturamento todos os anos, desde quando lançamos o evento no Brasil. Depois do crescimento mais moderado durante o ápice da crise, hoje, ainda que a economia não esteja totalmente recuperada e com turbulências políticas, há maior confiança para gas­tar, inclusive aproveitando-se de compras represadas”, afirma Ricardo Bove, idea­lizador do Black Friday.

Contribui para o otimis­mo em relação à data a discreta recuperação do empre­go no ABC neste ano. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempre­gados (Caged), do Ministério do Trabalho, revelam que, de janeiro a se­tembro, o ABC criou 8.555 vagas com carteira assinada.

Além disso, o comércio eletrônico ain­da tem muito espaço para avançar no Brasil. Nos Estados Unidos, por e­xemplo, o canal já está conso­lidado.

Segundo a organização, o produtos com maior intenção de compra na data seguem o perfil já consolidado no evento: objetos de desejo e aqueles de maior valor agregado.

Lideram as intenções de compra smartphones (37%), eletrodomésticos (36%), televisores (29%), informática (24%) e móveis e decoração (22%).

TÍQUETE MÉDIO

Outra pesquisa, da Com­pre &Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-co­m­merce, mostra que o tíquete médio da data deve ser R$ 600. Ao todo devem ser realizados 5,8 milhões de pedidos, representando aumento de 24%.

“Podemos afirmar que a Black Friday está cada dia mais consolidada no Brasil. Os mecanismos criados por diversas empresas para comprovar que os descontos são reais, somados à proximidade do Natal e ao recebimento do 13º salário, explica o otimismo do setor para forte crescimento no número de pedidos este ano, que deve ser observado principalmente em categorias de maior valor agregado como eletrônicos e telefonia”, explica André Dias, diretor executivo da empresa.

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